Hawk O som da música estava no talo. O cheiro de cerveja, carne queimada e couro impregnava o ar. Era o tipo de festa que só acontece quando todo mundo volta vivo de uma guerra. E a gente voltou. Arrebentado, fodido... mas inteiro. As motos estavam alinhadas no pátio, os irmãos rindo alto, garotas dançando nos balcões e as garrafas girando mais rápido do que os discos na jukebox. Era caos. Era liberdade. Era casa. Eu empurrei a porta do bar e senti o calor me engolir. — PRESIDENTE NA CASA! — gritou Bruk, e alguns levantaram os copos em saudação. Acenei com a cabeça, fingindo que não doía tudo, e fui me encaminhando em direção ao bar quando percebi… um aglomerado esquisito de risadas abafadas num canto, perto do computador do Hackerman. Ghost chorava de rir, literalmente dobrado com

