A noite estava pesada como chumbo. O céu escuro, sem lua, refletia exatamente o que eu sentia por dentro. Faltava pouco. Muito pouco. E dessa vez, não haveria recuo. Chamei Taylor no escritório da capela. Ele entrou com passos firmes, mesmo ainda se recuperando. Trazia a filha nos braços — a pequena Aurora. Aquela menininha tinha mais coragem no choro do que muito homem já teve na vida inteira. Ele se sentou diante de mim, ajeitando a menina no colo com um cuidado que partia o peito. Era o reflexo de um pai. De um homem que já foi quebrado, e agora só queria reconstruir. — Preciso que você me diga tudo, garoto — falei, acendendo um cigarro. — Cada entrada. Cada saída. Cada maldito corredor daquele inferno. Não quero levar meus irmãos pra uma emboscada. Quero levar todo mundo pra vitória

