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1294 Words
?Jack: Duas semanas depois... Droga, droga, droga! Essa merda não poderia estar acontecendo agora. —Andem seus imprestáveis!—Praticamente berro com os meus homens, que estão fortemente armados, enquanto correm para os carros que estão parados mais adiante. Que você esteja bem bonequinha, ou eu não vou me perdoar nunca. Coloco o pente na metralhadora automática, coloco a bandoleira e atravesso a arma no meu peito. Coloco duas pistolas calibre. 40 atrás das costas e algumas facas espalhadas pelo meu corpo. No peito, por baixo da camisa, há um colete a prova de balas, que irão me proteger 50% de uma bala nessa região. —Vamos caralho.—Grito ordens, adentrando em um dos carros.—Acelere pra casa. Meu capanga obedece, e canta pneus para longe. Uma frota de três vans, com mais de 40 homens armados até os dentes, me seguem. Estou desesperado. O coração batendo acelerado dentro do peito. Que a minha bonequinha esteja bem em casa, sem nenhum arranhão. Ou eu vou tocar o terror em Oklahoma, caçarei até o último snake que habita essa cidade caótica. Malditos tubarões! Uma hora antes: —Beijinho amor.—Ela pede, fazendo um bico fofo. Quando percebe que eu continuo parado a olhando, faz uma cara de brava.—Anda Jack. Não vou pedir de novo. —Não pense que manda em mim. Me debruçando sobre ela, capturo seus lábios. Mas não num beijo leve, romântico . É um beijo urgente, com pegada e língua. Seguro na nuca dela, puxando alguns montes do cabelo loiro. Quando o ar nos falta, separo nossas bocas, passando a língua e mordendo o queixo pequeno e bem feito dela. —Uma pena você precisar sair agora.—Me olha, com aqueles olhos pidões. Eu sei bem que ela quer mais, muito mais que um "simples" beijo. —Tenho que trabalhar.—Sorrio e toco seu rosto. —Em pensar que meus pais estarão aqui na próxima semana. Não teremos mais tanta privacidade assim para... você sabe bem.—Fica vermelha. Mesmo depois de tanta s*******m que nós fazemos na cama, ela ainda fica corada quando fala nisso.—Mas por outro lado, você conhecerá meus pais. —Sim.—Sei que ela conta os dias para poder ver os pais.—Meus sogros. —Estou ansiosa.—Sorri. —Estou percebendo.—Brinca.—Agora eu preciso ir. Olho no relógio que carrego no pulso, rapidamente. —Humm que pena. —Resmungo. —É preciso bonequinha.—Tenho que fazer ainda mais dinheiro para sustentar você e meu filho. —Até daqui a pouco.—Beija meu rosto.—Vou sentir saudades. —Voltarei logo.—Pisco.—Esteja limpinha, perfumada e pronta para quando eu chegar. —Eu te amo.—Ela declara. Sempre parece ser a primeira vez. —Eu também.—Lhe dou um último selinho. Olhando uma última vez para a minha mulher, nua e sonolenta na cama, me retiro do quarto. Minha bonequinha está mais dorminhoca que o normal, e esse fato começa a me animar. A animação precisa ser contida, não quero que ela saiba por enquanto. Se ela estiver grávida, será o motivo da minha total alegria. Ela ainda não sabe, mas não tomou porcaria de pílula do dia seguinte nenhuma. Eu não faria isso com ela. Fiquei cansado, quase virei pó, gozei dentro dela com toda a minha força, por diversas vezes, para depois ela anular o meu esperma guerreiro? Não. Não permitiria. Estou sendo um filho da p**a egoísta? É claro. Estou praticamente anulando a opinião dela, quanto o desejo de ser mãe. Estou dando um golpe da barriga nela. O contrário do comum. A engravidei de propósito. Dei um jeito, e contratei alguém de confiança para falsificar a pílula. A que ela tomou, é feita com uma espécie de farinha e água. São idênticas, e ela nem percebeu a diferença. Neste exato momento, ela pode estar com meu filho no ventre, e nem sabe. Meu cudiado com ela irá redobrar. ••• —Chefe, temos alguns tubarões na mira. —Estão dando bobeira.—Outro fala.—São quatro. Numa praça. Há um carro estacionado, estão em atitude suspeita. —Estejam em alerta, mas não se precipitem.—Digo. —Sim chefe. Já faz quase uma hora que eu saí de casa, deixando a minha mulher do jeitinho que eu gosto. Toda manhosa, e completamente nua. Estou demorando mais do que eu gostaria. Se minha vontade estivesse prevalecendo agora, eu estaria na minha cama, de preferência na cama, fodendo a minha gostosa. Mas não posso deixá -los agir sozinhos e tudo virar uma grande merda depois. —Chefe!—Um voz grave me chama.—Um cara armado acabou de dar dois disparos para o alto, próximo a um dos pontos das vendas de droga pertencente à O'Hara. —Esperando permissão para atacar. —Ainda não.—Falo. Por uma tela , eu tenho a ampla visão do que acontece a alguns quilômetros de onde realmente estou. —Mas chefe... —Ainda não c*****o. Não façam nada. Me desobedecendo, vejo quando meus homens começam a revidar os disparados, assustando as pessoas, que gritam e correm, tentando se esconder dos disparos. Esses filhos da p**a, não sabem obedecer o c*****o das minhas ordens? Os minutos correm, e o tiroteio continua. —c*****o!—Um dos homens grita. Mark.. —Chefe, não temos boas notícias. —Fale. —Há um ataque simultâneo, nas proximidades onde a Srt. Ellie está. Caralho! —Filhos da p**a!—Derrubo alguns objetos que estavam ao meu alcance. Eu avisei essa merda, que não era para fazer nada. Agora, irão pagar pela ousadia. —Era uma forma de desviar a atenção.—Mark fala, se armando ainda mais. Pessoas vão morrer hoje. Terei sangue de tubarão nas mãos. Agora: Não estamos tão longe de casa, o que nos dará algum tempo. —Atualização. —Peço, apreensivo. —Há três seguranças nas proximidades da casa, mas são mais de dez homens atacando.—Mark avisa. Durante os minutos, eu só consigo pensar na minha bonequinha. Sozinha naquela casa, vulnerável, sem chance de defesa contra homens experientes e armados. Espero do fundo do meu coração, que ela se lembre da localização do elevador de segurança, da combinação, do esconderijo. Eu dei a minha palavra ao seu pai, que cuidaria dela e a manteria em segurança aqui. Passo uma das mãos sobre a testa, sentindo o suor começar a brotar em algumas partes do meu corpo. O coração continua temeroso. A espera é uma c****a. Quando o carro estaciona a alguns metros da minha casa, já ouço os tantos disparos. As pessoas do condomínio estão assustadas e presas dentro de suas casas, em cômodos seguros. Sei que a polícia não se atreveria a vim até aqui, não sabendo de quem é a briga. Eles não vão arriscar perder policiais, se intrometendo entre nós. —Atenção. Vamos avançar aos poucos. E me obedeçam filhos da p**a. Descendo com cautela, vamos ocupando o perímetro aos poucos. Estou com uma AK apontada, observando sempre todos os ângulos. Um descuido, e pode ser fatal. Me matar aqui, seria uma vitória para eles. Seria uma festa gigantesca, de um mês inteiro. Bando de filhos da p**a. Não tiveram coragem de me enfrentar, e fizeram esses palhaçada. Se puseram um dedo na minha mulher, Oklahoma ficará pequena. No lado de fora da casa, há duas caminhonetes pretas, com as portas abertas. Mark vem ao meu encalço, fazendo a minha segurança pessoal. No rosto, a expressão de frieza. O olhar de quem já matou dezenas de inimigos, sem remorso nenhum. No nosso mundo, é matar ou morrer. Você precisa ser sempre o predador, jamais virar a caça. É a lei da sobrevivência.
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