POV Izze
É tão estranho estar de volta depois de uma semana com Klaus.
Será que aconteceu algo?
Será que meus amigos estão bem?
Será que Elijah conseguiu fazer o que pedi?
Tantas perguntas...
- No que está pensando, amor? - Klaus pergunta.
Sinto seus olhos sob mim, mas não me viro para ele e continuo olhando através da janela do carro.
- Em como é bom estar de volta - Digo.
Ele sorri.
- Não gostou de sua estádia comigo? - Klaus pergunta ironicamente.
Não sei se ele espera por uma resposta, mas mesmo assim descido dar.
Me viro pra olha-lo.
- Se você não fosse tão psicótico, até que seria um bom amigo. - Digo o fazendo rir.
Minutos depois ele para o carro em frente a escola.
Franzo o cenho quando ele desce do carro e se dirige até o ginásio.
- Devo segui-lo...? - Pergunto a mim mesma.
Por fim, saio do carro e vou na mesma direção. Escuto vozes vindas do ginásio. Acho que estava tendo algum jogo, ou algo assim.
Enquanto estou caminhando, muitas pessoas estão vindo na direção contrária como se estivessem fugindo.
É... Estou indo pelo caminho certo.
Abro as portas do ginásio e todos olham para mim.
Meus olhos passeiam pelo local e não vejo Damon lá.
Logo depois me posiciono ao lado de Klaus.
- Como é bom estar de volta. - Klaus diz abrindo os braços enquanto Elena, Bonnie, Matt, Tyler, Stefan e Caroline o encaram atônitos.
- Stefan, meu amigo - Klaus começa a falar - Vejo que você teve dificuldade em fazer o que lhe mandei.
Todos o olham confusos, menos Stefan.
- Vou explicar... - Ele anda pelo local - Acontece que não estou conseguindo formar meus híbridos por que a linda Elena ainda está viva. Porém, eu quero ter meus híbridos. - Ele encara a todos e em sua velocidade vampirica vai até Tyler dando seu sangue a ele e quebrando seu pescoço.
Todos arregalam os olhos.
Até eu sou pega de surpresa por isso.
- Vamos fazer o seguinte: Bonnie encontre uma maneira de eu fazer meus híbridos ou seu amigo morre. - Ele se aproxima até o relógio do ginásio que marca o jogo - Dentro desse tempo estimado - Ele diz.
Bonnie se mantém no lugar ainda não entendendo o que está acontecendo.
Klaus franze o cenho.
- Você precisa de mais motivação? Ok.
Ele vai até Stefan e segura seu rosto o fazendo olhar para ele.
- Quando o tempo acabar e Bonnie não voltar com a solução... - Klaus hipnotiza Stefan - Mate Elena.
O que???
Vejo os olhos de Elena se arregalarem e então Bonnie e Matt saem correndo daqui.
°°°
- Por que você está fazendo isso? - Elena pergunta.
Seu rosto transmite todo o medo que ela está sentindo com essa situação toda.
Klaus a encara.
- Vocês atrapalharam meus planos pela última vez.
De repente, Tyler acorda e começa a se contorcer de dor.
- Tyler! - Care corre até ele, mas ela não pode fazer nada - O que você fez?! - Ela grita para Klaus com os olhos cheios de lágrimas.
Ele sorri de lado.
- Eu não fiz nada. Mas seu amiguinho vai morrer logo, se sua amiga Bruxa não chegar com a solução. - Ele pensa um pouco - Eu já vi como acontece e não é nada bonito, acredite.
- O tempo está passando... - Sussurro pra mim mesma.
No entanto, Klaus me ouve e se aproxima de mim.
- Preocupada? Ele era seu amigo? - Ele pergunta com uma falsa preocupação.
O que me faz revirar os olhos.
Mas, eu realmente estou preocupada.
Por favor, Bonnie seja rápida!
°°°
Olho para o relógio e só faltam três minutos, para que o tempo que Klaus deu, acabe.
Tyler, enlouqueceu e saiu correndo para outra sala.
Caroline foi com ele, ela está a todo tempo tentando o convencer de que tudo vai ficar bem.
Eu estou sentada na arquibancada, observando o olhar de medo da Elena para Stefan que está suando frio a cada segundo que passa.
Suspiro e me levanto de onde estou, porém, Klaus segura meu braço.
- Para onde vai?
Dou de ombros.
- Vou atrás de Tyler.
- Não. Pode ser perigoso.
O encaro e então me solto dele.
- Você não manda em mim.
Vou até onde Tyler e Caroline estão.
Assim que chego, Care vem até a mim e me abraça.
- Ele não tinha nada a ver com isso - Ela diz chorando.
- Vai ficar tudo bem. - Digo mesmo incerta.
Care se afasta de mim e olha mais uma vez para Tyler que está escondido na sombra que tem na sala.
- Quanto tempo falta? - Ela pergunta.
Suspiro.
- Dois minutos...
Mais lágrimas saem de seus olhos.
- Bonnie não vai conseguir.
- Sim, ela vai - Digo fazendo ela olhar pra mim.
- Como você conseguiu passar esse tempo todo com ele? - Care pergunta me encarando - Ele é um monstro.
Desvio meu olhar do seu sem dizer nada, até que meu celular toca.
°°°
- ELENA! - Grito ao voltar pro ginásio. Todos me olham - O sangue da Elena é a solução!
Klaus franze o cenho.
- Não temos tempo! - Caroline grita trazendo Tyler consigo.
Mesmo incerta, Elena se aproxima de Tyler e faz ele beber um pouco do seu sangue.
Logo depois, ele começa a se sentir melhor.
Klaus começa a rir.
- Finalmente!
De repente, Tyler sai correndo com sua velocidade, fazendo Klaus revirar os olhos indo atrás dele.
Care sorri para a Elena e a abraça.
- Conseguimos! - Ela diz.
Meus olhos vão para o relógio.
- Não exatamente... - Digo e então o tempo que Klaus deu, acaba.
Stefan começa a rosnar e a correr pelo ginásio.
- Você tem que se controlar, Stefan! - Grito para ele.
- Eu queria! - Ele diz com dificuldade.
Elena fica atrás de mim, junto com Caroline.
Stefan nos encara com um olhar diabólico e avança em cima de mim.
Luto com ele, mas ele é mais forte e então me prensa contra a parede, e segura meu pescoço.
- Stefan, por favor... - Digo com dificuldade - Você tem que lutar contra isso!
Ele rosna.
- Não consigo!
- Você tem que conseguir! - Digo e logo já sinto minhas forças indo embora.
Quando de repente, Stefan é lançado para longe de mim com violência.
Caio no chão e tento recuperar a falta de ar.
Ao erguer meus olhos, vejo Klaus encarando ele.
- Acho que você não entendeu o que eu disse. - Klaus diz entre dentes.
- Eu não vou machucar a Elena. - Stefan rosna lutando com todas as suas forças para se manter longe.
- Você consegue, Stefan - Klaus diz sem ânimo - Apenas tem que desligar sua humanidade.
- Não.
Klaus segura Elena pelo braço fortemente.
- Desligue sua humanidade e mate ela!
- Klaus, já chega! - Grito - Você conseguiu o que queria! Por que não deixa ele em paz!
Klaus me encara e vejo em seus olhos, confusão.
Ele vem até a mim e se aproxima com um olhar raivoso.
- Não me desafie, Izze, pois o único motivo de seu sangue não estar derramado no chão é por causa dessa ligação que temos - Ele diz olhando em meus olhos, prensando meu corpo contra a parede.
- Deixe meus amigos em paz! - Digo em um tom desafiante.
Klaus ri.
- Seus amigos? - Franzo o cenho - Você considera eles seus amigos? Eles não te querem aqui, Izze! Eles te culpam pelas mortes que causamos quando estávamos juntos.
Cerro meus punhos.
- Mortes que você causou! - Grito para ele.
Ele sorri e inclina sua cabeça para o lado.
- Quem se importa...?
Klaus aproxima sua boca do meu ouvido.
- Seus amigos te consideram um monstro.
Após dizer isso, ele se afasta e vai até Stefan o obrigando mais uma vez a desligar sua humanidade.
Dessa vez ele consegue o que quer e então se aproxima de Elena.
- Você precisa dela viva! - Digo para o impedir.
Ele me olha com divertimento.
- E quem disse que vou mata-la?
Klaus enche algumas bolsas de sangue com o sangue de Elena e se direciona para fora da escola.
Eu fico parada no lugar, quando escuto sua voz.
- Venha comigo, amor. - Ele pede sem olhar pra mim.
E eu o sigo.
Por que estou fazendo tudo o que Klaus quer?
Será que ele me hipnotizou também, assim como a Stefan?
Klaus caminha em direção ao carro até que é bruscamente prenssado contra o vidro.
Me assusto e então vejo Damon o segurar pelo pescoço.
- Ei, relaxa. Não matei a Elena se quer saber.- Klaus diz de forma despreocupada.
Logo, Damon é lançado contra outro carro atrás dele e Klaus o segura pelo colarinho de sua blusa.
- Onde ela está? - Damon pergunta.
Uau... Eu tô bem aqui e Damon só se preocupa com a Elena?
- Provavelmente, Care irá levá-la ao hospital. - Digo interrompendo os dois.
Damon me olha pela primeira vez naquele momento e eu não consigo decifrar seu olhar.
Não faço ideia se ele está feliz por me ver, por ver que eu estou bem, ou... Não sei.
Klaus ainda o segura contra o carro, mas Damon logo reage e luta com ele novamente.
- Klaus para! - Grito quando noto que Damon vai perder, mas ele não me dá ouvidos.
Novamente os dois estão em pé e Klaus enfia sua mão no peito de Damon.
- Não! - Grito já sentindo lágrimas vir aos meus olhos.
- Mikael - Damon diz com dificuldade.
Klaus franze o cenho.
- O que?
- Mikael está aqui!
Vejo os olhos de Klaus se arregalarem e ele tira a mão do peito de Damon, sem o seu coração.
- Está blefando!
Damon respira fundo.
- Não, eu não estou.
Antes que Damon pudesse falar mais alguma coisa, Klaus vai embora em sua velocidade vampirica e desaparece.
Olho ao redor para procurá-lo, mas não encontro.
Damon está no chão tentando se recompor, então me aproximo dele e o ajudo a levantar.
Ao olhar nos olhos dele, consigo ver toda a paixão que ele sente por mim, mas algo está diferente. Não sei dizer o que é.
- Eu preciso...
- Ver a Elena? - Pergunto o interrompendo.
Ele suspira.
- Você sumiu por dias...
- Eu estou bem, Obrigada por perguntar.
Ele me encara.
- Apenas não consigo entender por que você escolheu ficar ao lado de Klaus.
Sorrio secamente.
- É, visivelmente você não entende. - Me afasto dele - Mas, estou sem tempo para explicar agora. - Ando de costas me afastando enquanto o encaro - Vai ver Elena... Ela com certeza precisa de você.
Sorrio sem mostrar os dentes e saio dali.
Marco de me encontrar com Elijah no apartamento de Alaric.
Era lá onde Klaus estava hospedado, anteriormente.
Aperto a campainha, então finalmente ele abre a porta.
Um sorriso se abre em meu rosto e respiro de alívio pulando em seus braços e o abraçando fortemente.
Elijah ri.
- Uau... Por essa eu não esperava.
Me solto dele um pouco envergonhada e coloco minhas mãos no bolso.
- Me desculpa. - Falo - Acho que ver um rosto amigável era tudo o que eu precisava.
Uma dor surge em meu peito ao lembrar dos olhares de meus amigos para mim. Elena, Damon, Bonnie, Matt, Tyler...
Talvez Klaus estivesse certo.
- Está tudo bem? - Elijah pergunta me olhando com um olhar preocupado.
Sorrio.
- Sim, está.
Entro na casa e me sento no sofá. Ele se senta a minha frente.
°°°
- Essa é a arma que pode m***r Klaus. - Elijah diz me mostrando uma estaca de carvalho branco.
Franzo o cenho.
- Onde você conseguiu?
Ele sorri ainda olhando para a estaca.
- Com as bruxas ancestrais. Aparentemente elas odeiam Klaus mais do que qualquer coisa.
Elijah está de pé no meio da sala, segurando a estaca em suas mãos.
Ele a admira, mas também consigo detectar um pouco de tristeza em seu olhar.
Suspiro e me levanto de onde estou e me aproximo dele.
Seguro sua mão quando ele a passa pela milésima vez na estaca e então ele olha pra mim.
- Tudo bem você não concordar com isso. - Digo olhando em seus olhos - Ele é seu irmão.
Elijah não desvia seu olhar do meu e eu não solto sua mão enquanto a acaricio levemente.
- Klaus merece pagar pelo o que fez com minha família. - Ele suspira - Com meus irmãos.
Coloco minha outra mão livre em seu rosto e acaricio sua bochecha com meu polegar.
- Elijah, eu confio em você. - Digo olhando em seus olhos enquanto ele também me encara - Tudo bem mostrar os seu sentimentos.
Enquanto ainda troco olhares com ele, pego a estaca de suas mãos e a coloco com cuidado em cima da mesa da sala.
Elijah observa atentamente todos os meus movimentos.
- Aceita uma bebida? - Pergunto sorrindo.
O clima está borbulhando desejo entre nós. Não sei por que, mas de repente, Elijah se tornou ainda mais atraente do que ele já é.
Ele sorri para mim como resposta.
Me dirijo até a garrafa de bebida e encho dois copos com bourbon. Logo, me aproximo dele para lhe entregar seu copo. Quando ele o pega de minhas mãos, sinto seu toque, o que me faz suspirar.
É como se uma onda de eletricidade passasse por todo meu corpo com apenas esse simples toque.
Nossos olhares se encontram mais uma vez e acho que não consigo respirar.
Jogo meu copo de lado, não me importando com nada e o beijo. O pego de surpresa, no entanto, ele corresponde ao beijo no mesmo segundo com a mesma intensidade ou ainda maior.
Suas mãos, logo vão para minhas costas, me puxando contra si. Envolvo seu pescoço com meus braços e puxo seu cabelo na parte de trás.
- O que estamos fazendo? - Elijah pergunta ofegante quando separamos nossos lábios.
Seus olhos estão repletos de desejo e luxúria e é visível a forma como ele me deseja.
- Shiii...
Coloco meu dedo indicador em seus lábios para que ele se cale e então voltamos a nos beijar com ainda mais força.
Em velocidade vampirica, Elijah me joga no sofá e logo se inclina, ficando com seu corpo em cima do meu.
Nossos olhos, nunca se desviando um do outro e então sinto suas mãos deslisarem por debaixo da minha blusa.
Arfo com seu toque.
Ergo minhas mãos e começo a desabotoar sua camisa. No entanto, quando estou no meio, ele me para de repente.
Franzo meu cenho.
- Algo errado?
A respiração de Elijah está pesada e ainda está claro que o desejo arde dentro dele, mas mesmo assim, ele simplesmente se levanta e sai de cima de mim.
Me sento no sofá, completamente perdida e o encaro esperando alguma explicação.
- Não é o momento. - É o que ele diz.
Franzo o cenho novamente.
- Como assim não é o...
- Você está chateada, Izze. - Ele me interrompe - Com seus amigos... Com seu namorado... Você não quer isso, vai por mim.
Elijah começa a abotoar sua camisa novamente e eu me levanto do sofá, indo até ele.
- Mas, você quer... - Digo o fazendo me olhar nos olhos.
Ele não diz, mas seus olhos para mim já dizem tudo.
Elijah se aproxima de mim e coloca suas mãos em meu rosto, beijando delicadamente minha testa.
- Descansa. - Suas mãos seguram meu rosto delicadamente, enquanto ele ainda me olha nos olhos - Relaxa essa sua cabecinha. Amanhã conversamos.
E então, ele simplesmente sai, me deixando sozinha no apartamento de Ric.
°°°
- O que ta rolando? - Pergunto ao entrar na mansão Salvatore.
Stefan me mandou uma mensagem pedindo para que eu o encontrasse lá.
Quando chego, me deparo com Stefan na sala de estar, rodeado por vários corpos.
- Que bom que você veio. - Ele me cumprimenta com um sorriso que me causa calafrios.
- Okay. E por que estou aqui?
Me sento no sofá ao seu lado.
- Klaus pediu para que eu cuidasse de Elena.
Olho para ele sem entender.
- E...?
Stefan me encara.
- E de você. Então se eu tiver vocês duas no mesmo local, torna meu trabalho mais fácil, entende?
Cruzo os braços e me encosto no sofá.
- O que eu quero saber, é quando Klaus vai te dar sua liberdade... - Digo encostando minha cabeça em seu ombro.
Stefan ri e coloca seu braço ao redor do meu pescoço.
- Eu não me preocuparia comigo... Afinal, sua situação está pior do que a minha. - O encaro sem entender - Você que esta ligada a um cara que tem tantos inimigos que nem consigo contar.
Dou de ombros.
- Mas, isso é só até encontrarmos uma bruxa.
- Para desfazer a ligação. - Ele me interrompe - Sim, eu sei. Mas isso não tem um tempo determinado. Pode durar, sei lá, um século ou década.
- Nossa. Muito obrigada! - Bato no seu ombro fingindo estar com raiva e ele ri.
- Não acho que era isso que o Klaus tinha em mente quando te deixou como guardião da Elena... - Damon entra na sala.
Meus olhos estão em Stefan e assim continuam. Mas, ainda assim, consigo sentir o peso do olhar de Damon sob mim.
- Bom... - Stefan começa a falar - Klaus pediu para proteger a Izze também e ela está aqui. - Ele diz.
- Izze, será que poderíamos...
- Na verdade, não. Eu tenho que procurar um quarto ainda - Digo interrompendo Damon.
Em minha velocidade vampirica, me levanto e vou até meu antigo quarto.
Ao entrar, me surpreendo com as coisas do mesmo jeito que eu deixei.
- Ninguém entrou aqui. - Escuto Damon dizer atrás de mim - Eu não deixei.
- E mesmo assim, tudo parece tão diferente. - Sussurro mais pra mim mesmo.
- Algumas coisas mudaram em...
Me viro para ele com raiva.
- Eu só passei uma semana fora, Damon! - Grito.
- O que para mim parece ter sido a eternidade.
- Damon, eu... - Elena aparece de repente, mas ao me ver, ela para de falar - Izze, eu não sabia que você estava aqui.
Cruzo os braços.
- É bom ver que você está bem, Elena. - Digo sem expressão alguma.
Ela sorri sem graça.
- Damon, eu preciso falar com você.
Ele me encara por alguns segundos até que eu inclino a cabeça para que ele a siga.
- Nossa conversa ainda não acabou - Ele diz enquanto se dirige até a porta.
Sorrio com desdém.
- Quem sabe um dia...