Christian Narrando Acordei cedo. Já me levantei; não dá pra ficar de marola agora, não, parceiro. Sempre que tem essas ameaças de invasão, vou te falar, cuzão, eu fico pilhado, quase não descanso. Fazer o quê, né? Essa é a vida que eu escolhi. Me levantei devagarinho, ainda me espreguiçando. No banheiro, dou aquela olhada rápida no espelho, mas sem muita enrolação. Escovo os dentes enquanto penso nas paradas que tenho que resolver hoje. A movimentação na boca não para, e eu tô sempre ligado, atento a qualquer parada errada. Tomo um banho gelado pra espantar o sono e boto uma bermuda larga, camiseta lisa e aquele tênis que já tá com as solas gastas de tanto andar por aí. Assim que saí do quarto, já desci as escadas com aquele peso no peito, mano. Nem deu tempo de respirar direito que vi

