Dinheiro não vale tudo.

1104 Words

Daniel Narrando O dia mäl tinha amanhecido quando eu levantei. Fiz tudo no automático: escovei os dentes, lavei o rosto e coloquei uma roupa qualquer. Tudo no silêncio, sem fazer barulho, porque Luiza tava dormindo. Não queria acordar ela. Saí de fininho, puxei a porta devagar e fechei sem bater. No corredor, já com o isqueiro na mão, tirei o beck do bolso e acendi. Dei aquela puxada funda, o peito inflando, soltando a fumaça devagar enquanto sentia o corpo relaxar. Encostei na parede do corredor, o beck ainda entre os dedos, e puxei o rádio do bolso. Apertei o botão e passei a visão pros moleque: — Taha, Fominha e Jorginho, quero os Três na contenção. Quero tudo alinhado, sem erro. Espera meu toque. A resposta veio rápida, sem enrolação: — Tô indo chefe. A cabeça tava mil por hor

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