1. Predador 👿

890 Words
Nota da autora: Essa NÃO é uma continuação direta do livro Casamento Forçado (máfia), mas narra a história de personagens presentes no livro. Não é totalmente necessário ler Casamento Forçado para entender esse, mas recomendo ler, porque tem um pouco de Olga e o Juiz lá também, assim como a história completa de Ângelo e Liz. O livro é maravilhoso e vale muito apena ler. Esse é um livro de ROMANCE DARK com temática MÁFIA, então temos temas sensíveis e fora da nossa realidade. A máfia Corleone é fictícia, embora às vezes possa se assemelhar à realidade. O Juiz não é um anjinho e a Olga é uma vilã, mas nem tudo é o que parece e vilões também se apaixonam. O livro é Hot, tem cenas quentes, mas né pouco não, então a leitura é por sua conta e risco. Não adianta pagar de beata depois hahaha Preparem os lencinhos e as calcinhas, que o Juiz e Olga chegaram ❤️ Juiz Talvez eu tenha ficado tempo demais olhando para ela dormindo, a ponto do meu corpo começar a reagir. Isso já tinha acontecido antes quando a vi rebolando em um salto agulha em sua casa. Era instintivo, a Olga era gostosa e eu era um predador. Mas até que ponto isso me afetaria quando ela estivesse sob o meu domínio? Não, Jerônimo, você precisa manter a mente sob controle. Não deseje o que não pode ter. Olga era inalcançável, pelo menos para mim. Ela era uma princesa da máfia, casaria com algum m****o da Corleone algum dia, mas eu não seria o escolhido. Não que eu quisesse ser, eu odiava a ideia de estar preso a vida toda a alguém. Mas quem casasse com ela, oscilaria entre ser feliz e viver no próprio inferno. A Olga com certeza era uma vilã. Ela tinha a beleza e a elegância, mas também a arrogância e a prepotência. Eu diria até que ela poderia ser bem c***l. Eu também não era um bom homem, era frio, implacável. Talvez o meu posto me exigisse isso, mas eu também aproveitava da dor. Eu gostava de punir homens no tribunal, gostava de saber que eles me mataria se pudesse. Mas ele não podiam, eu era o juiz e o executor e muitas vezes estava acima de muitos na Corleone. Eu curtia o sofrimento, porque era isso que eu conhecia. Não tinha como ser bom quando a vida só te dá rasteiras. — Você ouviu o que disse antes? — o Ângelo falou, me tirando a atenção. — Sim, Ângelo. Farei exatamente como o combinado. Eu vou cuidar bem da sua irmã. Ele deu de ombros, depois sentou em frente a mim. Olga estava ali, a metros de distância. Tirei os olhos de Olga e olhei para ele. — Eu não estou preocupado com isso, eu diria que estou preocupado com você. A Olga pode transformar a vida de qualquer um em um inferno se ela quiser. Acho que falhei em ser um irmão e incutir valores nela. — Não considero uma tarefa fácil, mas você sabe que sou capaz. Eu estarei aqui para isso. Você confia em mim, não é? O Ângelo me analisou, nós éramos melhores amigos, tínhamos um acordo, mas a Olga ainda era a sua irmãzinha. — Eu sei que você vai cuidar bem dela, Juiz. Eu sei que não precisarei me preocupar. — Mas é claro que não. — falei porque era verdade. Por mais que a Olga me atraísse, o Ângelo era o meu melhor amigo e eu sabia das regras; só se deve tirar a virgindade de uma garota Corleone se ela for sua esposa, ou se você pretende casar com ela no dia seguinte, mas casamento é algo que não vai acontecer na minha vida. — Tem certeza que não precisa de mais tempo? Digo, com ela? — Já dei a Olga tempo demais. Isso envolve a segurança da minha esposa agora. Ela e Liz não podem viver sob o mesmo, não até a Olga conseguir deixar de ser c***l. Eu era capaz de fazer isso, era capaz de domá-la, fazer ele obedecer. E isso ia ser bem divertido. Ela lutando para continuar sendo uma vilã e eu a moldando como um vaso de barro. Nossa, isso me excitava. Tirei um visgo da minha testa, tentando mudar meus pensamentos. Talvez resistir fosse uma tarefa mais difícil do que planejei, mas eu ainda resistiria. Eu sempre vi Olga, em todas as minhas visitas à vasa de Angelo. Vi ela crescer e evoluir para se tornar uma mulher. Mas ela sempre foi tão fechada comigo e isso me causava certa curiosidade. Porque sempre houve uma faísca entre nós, como se ela quisesse me esganar a cada encontro nosso. Ela era adoravelmente odiosa. — Então, chegou a hora, Ângelo. Não vamos mais adiar isso. — falei com a voz branda. — Sim. — o Ângelo se virou novamente para Olga, caminhando até ela e começou a explicar o que iria acontecer. A Olga choramingou, implorou, pediu para que ele não fizesse isso, mas a decisão já havia sido tomada. Quando ela finalmente me olhou, eu senti aquela faísca novamente, aquela que sempre estava ali em nossos encontros. Ela me odiava, eu conseguia sentir, mas além do ódio, havia algo mais, algo mais firme e latente, que eu também conseguia sentir.
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