Emily tentou ficar aliviar o nervosismo mudando de posição. Mesmo após meses longe de sua impassível mãe, a velha necessidade de agradá-la ressurgiu, deixando Emily ansiosa e agitada. Ela precisou de um tempo para formular a frase, para exprimir as palavras que precisava dizer. “Bem, ele disse que não foi culpa minha Charlotte ter morrido”. Houve mais uma longa pausa no outro lado da linha. “Eu não sabia que você achava que era culpa sua”. “Como saberia?” Emily falou. “Nunca falamos a respeito”. “Eu achei que não havia nada a falar sobre isso”, sua mãe falou, na defensiva. “Foi um acidente, ela morreu e pronto. O que poderia ter lhe dado a impressão de que você, de alguma forma, era culpada pelo que houve?” Emily sentiu sua cabeça girar novamente. Parecia tão estranho para ela estar n

