— Eu não disse para você vir me procurar. Eu nem sei como dia*bos você sabia que eu estava aqui! Eu gritei irritada.
— Você e sua falta de respeito ao falar.
— Pare de me fod*er, Enzo! Eu não vou embora com você, seu m*aldito perseguidor!
— Eu sou seu marido. Eu sei o que você faz.
— Você está me perseguindo?
— Eu preciso cuidar do que é meu.
— Eu não sou sua.
— Mais esse território é.
— Não pertence a você mesmo que você fosse o mais rico de todos. E eu não sou sua. Eu adicionei.
Ele teve a coragem de rir.
Ele riu sem querer. Mas ele estava zombando de mim.
— Como você acha que vai chegar na minha cidade e eu não vou descobrir logo? Eu sei de todas as coisas que se movem na minha cidade, como você pensou, pequena Nella, que você poderia chegar e eu não perceber?
— Em muitos países, isso pode ser considerado um crime. Acho até que pode ser considerado agressão e abuso psicológico. Eu murmurei, fingindo ser inteligente e experiente.
Embora não tivesse saído de Nápoles, não até conhecer Vicenzo e lhe dar a oportunidade de ver e desfrutar do Uruguai, Grécia e Colômbia. Eu fiquei dois meses com ele antes de me casar, acompanhei ele a diferentes partes daqueles países, pois ele tinha negócios importantes e eu não queria sair de perto dele. Juntos, chegamos à conclusão de que eu poderia aproveitar todas as cidades que Vicenzo tivesse que visitar enquanto trabalhava.
E o fizeram sem problemas.
Nenhuma diferença.
A sua idade nunca pareceu tão pesada.
Pelo menos era nisso que eu acreditava.
— Então vá à polícia se você acha que estou agredindo você. Vá e diga a eles que o seu marido veio buscá-la depois de um ano sem vê-la. Ele sorriu.
— Talvez você queira ligar para o pequeno espanhol e dizer a ele para vir defendê-la.
Espanhol?
Ele obviamente sabia sobre Scott.
E acabou de jogou na minha cara.
— Não grite comigo, por*ra!
— Entre na po*rra do carro antes que eu perca a paciência!
— Não me deixe enojada tão cedo.
— Não me faça vomitar em você. Eu o ameacei.
— Você não ousaria. Ele murmurou. — Você não seria...
— Capaz? Ele sorriu sombriamente. — Experimente, Nella. Tente-me, e eu lhe mostrarei do que sou capaz.
Eu não pensei duas vezes, os olhos de Vicenzo brilharam de pura raiva. Ele estava começando a perder a paciência, ele era um homem de armas e se eu não entrasse no carro, facilmente, ele poderia me carregar e me colocar dentro do carro, colocar o cinto de segurança em mim e sentar ao meu lado como se nada tivesse acontecido.
Eu olhava para todos os lados, as pessoas passavam por mim sem perceber a incerteza que tomava conta do meu ser.
— Tenho reserva no hotel, não vou com você, se quiser pode me deixar lá, mas não vou ficar com você Vincenzo.
— Uma coisa é o que você quer, Nella, e outra coisa é o que realmente será feito. Você está desperdiçando o meu tempo. Você já sabe que o meu tempo é dinheiro.
— Não me chame assim. Acabou o tempo de me chamar assim.
— Para mim você sempre será Nella. Ele disse passando a mão pelo me rosto. — Estou cansado. Vamos antes que seja tarde demais.
— Vicenzo...
— Não insista. Vamos. E pare de desperdiçar a por*ra do meu tempo!
— Sim, já sei. É a única coisa em que você pensa. Sempre o dinheiro. Sempre no seu próprio benefício.
— Tenho coisas para fazer e não tenho tempo para isso, garanto.
— Foi você quem veio me procurar. Eu não pedi para você fazer isso.
— Você é a p***a da minha esposa! Ele rugiu e várias pessoas se viraram para olhar.
Eu imediatamente fiquei nervosa.
Ele nunca costumava falar comigo assim. — Não me trate assim.
— Então entre na p***a do carro e pare de brincar.
— Você tem que aprender a parar de tentar administrar a vida dos outros. Eu insisti, irritada e derrotada. Eu não queria fazer escândalo, não era esse tipo de mulher, por isso me irritava ter que ceder a Vicenzo.
— Porque é isso que você faz, quer administrar a vida de todos como quiser, para o seu gostar, pelo que lhe convém, buscando sempre o seu próprio benefício.
— Nella, não me faça perder a paciência. Você sabe muito bem o que eu tenho com você, mas você está a um passo de me obrigar a colocá-la na po*rra do carro.Você sabe que não me importo se eles vão ver ou não. Ele disse para mim se aproximando ainda mais.
— O único aqui que se preocupa com a imagem é você. Então, você decide como serão as coisas. O que você quer, quer um espetáculo?
Eu fiquei fria. — Claro que não!
Eu era uma mulher comum antes de conhecê-lo. Eu não era ninguém.
Uma simples, recém-formada em Publicidade. Nada mais.
Eu era uma ninguém andando pela vida.
— Você não é assim. Pelo menos o homem que conheci não era assim, era um homem educado e pragmático. O que aconteceu com você?
Este homem que estava na minha frente não era o Vicenzo Luigi que havia conquistado o meu coração.
Não aquele com quem eu sonhei tantas vezes, tantas madrugadas, pensando nele dia após dia, aquele que me levara de férias para a Colômbia, aquele que ria com o meu pai das minhas piadas, aquele que colocou um anel no meu dedo com uma pedra enorme, da mesma cor dos meus olhos, e havia prometido me amar por toda a vida, sorrindo no meu rosto enquanto o padre falava as palavras.
O meu marido e este na minha frente eram duas versões totalmente diferentes, diferentes entre si, mas a minha irmã tinha me dito, tinha repetido e eu não tinha acreditado nela. Eu pensei que ela estava apenas sendo super protetora, porque Nella eu era tão inocente, a minha irmã estava apenas cuidando de mim para que eu não tivesse o meu coração partido, no entanto, lentamente eu comecei a perceber que ela estava certa.
— Deixe-me no hotel. Eu não vou a lugar nenhum com você. Apenas esta viagem. Eu finalmente disse a ele, enquanto entrava no carro e sentava de pernas cruzadas.
Deixei a mala na calçada e olhando para Vicenzo, disse: — Por favor, coloque a mala no carro. Fingindo indiferença.
Ele sabia que eu não ia permitir um escândalo no aeroporto. Eu nunca me interessou em atrair a atenção dos outros.
E pior ainda, Scott estava esperando por mim na Espanha.
Eu tinha um compromisso com ele. Isso era o mais importante.
Era nisso que eu deveria se concentrar.
Não no homem que ainda era seu marido.
Aquele que sabia da existência do homem que estava na minha frente. Um que nunca me fez sentir o mesmo que Vicenzo fez eu sentir, quando fizemos amor naquela noite de núpcias.
Mas, eu não podia cair nos braços dele de novo, não podia me deixar seduzir por sua beleza, tinha que ser pragmática e realista, a minha situação não era das mais perfeitas naquele momento e o meu cérebro e o meu coração tinham ideias diferentes sobre a minha relação com Vicenzo: o meu coração gritava para mim ouvi-lo, para lhe dar uma segunda chance, porque o amava, mesmo depois de tudo isso, eu deveria admitir que ainda tinha sentimentos muito fortes por meu marido.
Mesmo que ele a desprezasse, mesmo que para ele ela não passasse de uma boneca, um troféu, um meio para a po*rra de um fim.
O nosso casamento foi apenas um jogo para ele.