Depois de mais algumas semanas, já conseguia chamar minha nova casa de lar. Tinha me acostumado bem com a nova rotina que estabelecera para mim. Era madrugada do dia vinte e nove de janeiro, uma data que deveria representar uma ocasião especial, mas que, para mim, só aumentava a tristeza. A primeira coisa que fiz ao acordar foi ir conversar com o senhor misterioso. — Faço aniversário hoje. Mereço um presente, não? — Não planejava fazer festa, até porque não teria quase ninguém para convidar. Os únicos parabéns que recebi até agora foram de Marcos e sua família, que mandaram felicitações por mensagem assim que o dia começou. Provavelmente, minha mãe só me mandaria mensagem tarde da noite, se é que ela se lembraria. Quanto aos meus amigos, não contei para nenhum deles sobre esse dia. Tinha

