Respirei fundo, tentando impedir as lágrimas de saírem, e caminhei até a mesa das bebidas. Mesmo sendo menor de idade, senti uma necessidade urgente de conter minhas lágrimas, e como dizem que o álcool é bom para afogar as mágoas, achei, naquele momento, que seria uma boa solução. Enchi meu copo com ponche e, assim que eu ia virá-lo, a mão de alguém agarrou meu copo e o tirou de mim. Olhei para o lado e encontrei os olhos de Nicolas. Ele parecia querer chorar tanto quanto eu. — Dói? — Perguntei-lhe. Eu não falava sobre nossos companheiros, mas sobre o braço dele que estava enfaixado. Inesperadamente, ele baixou o copo na mesa, virou-se e saiu sem me dizer nada. Fiquei sem saber o que fazer. Eu deveria ir atrás dele ou devia dar um tempo? — Nicolas, espere! Ele me ouviu, mas não parou. Pa

