Além de cansada, eu estava com muita fome, então não havia motivos para me fazer de difícil, até porque eu amava a comida da Patrícia. — Eliza, não quer chamar o seu motorista? — Liliane, que estava calada até agora, se pronunciou inesperadamente. Ela não tirara os olhos do celular por nenhum momento durante a reunião. Aproximei-me para ver o que ela estava aprontando e então vi que eram as imagens da câmera de vigilância. — O que ele ainda faz aqui? — Um misto de surpresa e irritação tomou conta de mim. William estava de pé, dando voltas na frente do portão de entrada. — Por mim, que ele morra de fome. — Parece que você realmente gosta dele. — Brincou ela, mordiscando a ponta do indicador. — Vou chamá-lo! — Nem se atreva! — Ela não me ouviu. Parecia animada demais quando saiu porta af

