O noivo

2673 Words
Ele apertou minha mão com cuidado. – Devo acompanhá-la, até a sala de jantar. - Se afastou da porta dando espaço para senhorita. – Obrigada. - Ela seguiu para onde ele indicava, o homem a seguida cerca de dois ou três passos atrás. Descemos até a sala de jantar e lá estava Katherine com seu segurança e senhora Wright. – Boa noite. - Me sentei ao lado esquerdo da mulher como o indicado de acordo com nossos noivos. – Estou feliz por serem mulheres inteligentes, aprendem rápido. - Sorriu a mulher contente. - Sou Victoria, não precisam me chamar de senhora Wright sempre. As duas garotas sorriam docemente. – Bom, vamos ter aula de etiqueta, estratégia, armas e carros para vocês. - Mulher partia com sutileza seu filé mignon. As duas se olharam preocupadas. – Não se preocupem, vocês não vão matar ninguém é tudo para legitima defesa. - Sorriu para ambas. - Vocês são futuras esposas do chefe, sem dúvidas podem correr riscos, por isso precisam saber se defender. – Senhora, me desculpa a intromissão, mas seremos donas de casa? - Anne olhou curiosa para matriarca. – Não necessariamente, o que deseja ser querida? - Perguntou a jovem. – Eu gostaria de ter uma academia de dança. - Disse colocando os fios atrás da orelha. – Se prometer não fugir e ser fiel a família, posso conversar como o papa sobre isso. - Victoria assentiu. - E você? Katherine olhou surpresa para a mulher. - Bem... Eu sempre sonhei em ter uma loja de bolsas e sapatos. – Produtivo, isso seria de grande ajuda. - Sorriu. - Conversarei com o papa. As duas assentiram. – Bom, sobre seus futuros maridos. - A matriarca cruzou as pernas por debaixo da mesa. As duas olharam curiosas. – William é um homem muito sério e impulsivo, vai ter que ter um certo cuidado para manipular ele. - Disse a mãe do rapaz. - Já Harry é difícil dizer... Você sabe, criança prodígio, nasceu com uma inteligência acima da média e... Uma beleza descomunal... Então ele se tornou meio arrogante. William não gosta de matar, ele trabalha mais no setor de tortura, Harry já prefere matar... Por isso lembre de conferir se há luvas no closet dele, ele usa luva porque não gosta da textura do sangue. - A mãe Suspirou. Olhou assustada para Katherine. Será que valeria a pena tudo isso por uma academia de dança? Senhora Wright deixava claro o incomodo sobre a situação dos filhos matarem e torturarem, mas não havia jeito, tinha que ser assim. Com fim do jantar me retirei para quarto do meu futuro marido, mas não sem antes reparar em uma grande foto no corredor. A foto trazia o líder da família, senhora Wright, e duas crianças, uma seria de óculos de grau, de olhos dourados, a outra um menininho sorridente que abraçava o mais alto que ele, tinha um band-aid no nariz, e um sorriso sapeca, sem dúvidas ele seria o mais bagunceiro daquela residência, pelo machucado pelo sorriso travesso e pela forma como atormentava o irmão. – Quem é? - Perguntei curiosa para Wolfram. – Esse é o senhor William. - Apontou para o de óculos e expressão seria. - Esse pequeno com cara de travesso é seu futuro marido, senhor Harry. - Disse sorrindo para a grande fotografia. - Senhor Harry sempre alegrou essa casa com suas travessuras, na verdade ele ainda o faz. Olhou com ternura para o garotinho outra vez, era uma criança linda. – Pode me conta mais sobre ele? - A morena sorriu para o segurança. – Claro, cuido dele desde a infância, por isso me foi pedido para que ficasse com você. - O homem sorriu. - Harry, tem uma personalidade difícil, mas é muito amoroso e gentil com todos... Me arrisco a dizer que todos os funcionários dessa mansão o adoram... Desde pequeno ele corria pelos corredores atormentando a todos, e ninguém resistia ao sorriso dele... Mas você entenderá quando o conhecer. – Senhora Wright descreveu ele como um assassino frio. - A moça suspirou. – Bem... Esse é o problema da personalidade dele... Nunca sabemos qual delas é o verdadeiro ele... O assassino c***l, ou o homem gentil e amoroso que faz questão de cumprimentar todos os empregados antes do dia começar. - O velho suspirou passando a mão na nuca. - Quem sabe você se casando com ele descubra. Anne sorriu de forma doce, por mais que seu corpo estivesse repleto de arrepios assustadores de imaginar aquele homem. Não demorou muito para ela adormecer, o quarto era quentinho, os lençóis finos de tocavam em sua pele macia, e o colchão a enchia de conforto. Dormiu como um bebê em meio ao conforto extravagante. Na manhã seguinte, vestiu-se com um vestido branco florido, amarrou os cabelos em um r**o de cavalo e seguida de Wolfram claro, foi guiada até a sala da lareira. Ao chegar na porta se deparou com dois homens altos, de ombros largos e cabelos negros. – Querida que bom que está aqui, venha vou te apresentar corretamente agora. - Victoria disse abrindo os braços. A jovem se aproximou parando diante dela. A mafiosa apoiou as mãos no ombros da garota. – Esse é meu marido Jeremy. - Apontou para o de cabelos pretos quase grisalhos, e olhos castanhos avermelhados. A morena se inclinou de forma respeitosa. O líder da máfia por sua vez estendeu a mão diante da moça. Ela sem hesitação segurou a mão dele. Então ele se inclinou beijando a pequena mão. – Querida assim que uma mulher da máfia cumprimenta um homem, ela dá sua mão a ele. - A matriarca disse tranquila. – Desculpe, eu não sabia. - Corou imediatamente. – Sem problema. Annabeth seu nome não é? - Jeremy disse curioso. – Sim. - Ela colocou os fios atrás da orelha. – Esse é meu filho, William. Irmão do seu noivo. - Senhora Wright apoiou a mão em meu ombro. William fez o mesmo que o pai, beijou a mão da pobre garota e permaneceu completamente sério. – Deve estar se perguntando sobre seu noivo, acredito eu. - Jeremy disse sorrindo. – Sim, eu estava ansiosa para conhecê-lo. - Disse com as mãos diante do corpo. – Infelizmente tivemos um imprevisto, seu noivo foi forçado a viajar para Suiça para resolver, acredito que dentro de alguns dias ele retorne. - Sorriu de forma atenciosa. - Ele está visivelmente curioso de te conhecer também. – Mas pai o Harry disse... - Antes que o filho terminasse foi acertado com uma cotovelada. – Annabeth, fomos informados que deseja uma academia de dança. - Patriarca dizia caminhando comigo em direção a sala de jantar. – Sim, é meu maior sonho. - Deu um doce sorriso. – Seu sonho pode ser realizado... Prove sua fidelidade a máfia, então terá tudo o que quiser incluindo a academia. - Ele puxou a cadeira ao lado esquerdo da dele para ela se sentar. – Claro, como posso provar minha fidelidade? - Disse se sentando e colocando o guardanapo sobre as coxas. – Primeiro se entregue a Harry, depois não fuja, siga seu treinamento, dê seu corpo e alma a máfia e terá sua academia. - Disse sorrindo. – M-me entregar a ele? - Corou como um tomate. – Ele não está dizendo no sentido s****l, está dizendo sobre seus sentimentos. - A matriarca soltou um risinho. - Querido o médico esteve aqui, ele já examinou as duas, ambas são virgens. Corei ainda mais. – Ótimo, excelente. - Disse animado. – Harry vai detestar isso. - William disse claramente. - E a minha noiva, onde está? – Ela está se trocando... Deve querer ficar ainda mais bela para você. - Disse Victoria. - O que houve para que meu filho não retornasse? – Explodiram nosso caixa na Suiça, a máfia Suiça parece querer iniciar uma guerra. - Jeremy dizia olhando para a esposa. As empregadas entraram servindo a mesa. – Diga-me, você deixou meu caçula sozinho ir lidar com esse problema? - mandou um olhar sério em direção ao marido. – Seu caçula vale por 10 homens. Não se preocupe, nosso filho sabe como fazer, não é atoa que ele é meu herdeiro. - Colocou o guardanapo no colo. – Belo líder, acreditar no potencial de um garoto sozinho como uma equipe toda. - Se levantou jogando o guardanapo sobre a cadeira. - Perdi a fome, me dêem licença. - Saiu visivelmente irritada. – Me dêem licença. - O líder se levantou colocando o guardanapo na mesa e seguindo a esposa. Não demorou muito para que Katherine voltasse, e se apresentasse formalmente a William, Anne por sua vez optou por sair depois da refeição, para deixar ambos a sós. Subiu para seu quarto com Wolfram, e não pode conter o suspiro de alívio por não ter que lidar com seu noivo. Algo matutava na cabeça da noiva, como desejavam ter herdeiros sem forçar ela a t*****r com o rapaz? Acreditavam muito no potencial dos filhos para conquistar uma mulher, só podia ser. Entediada, se aproximou dos apetrechos tecnológicos, jamais chamaria a polícia, porque agora além de medo, ela sentia que devia ficar ali e fazer parte daquilo, era a forma mais fácil de se conseguir sua academia. Além do mais todos os homens ali a respeitavam mais do que na antiga cidade inteira. Respirou aliviada com o pensamento. Ela não tinha uma vida r**m, tirando o sufoco de permanecer sempre em casa sem pode passear ela estava vivendo muito bem. Comidas finas, pessoas educadas, roupas caras, um ambiente agradável e senhora Michaelis que lhe parecia uma mãe que ela nunca teve. Abriu um notebook da Apple, e se sentou diante da escrivaninha. – Vamos tentar descobrir algo sobre meu noivo. - Esperou que a máquina ligasse, e frustrantemente notou. Ele colocava senha em absolutamente tudo. Suspirou formando um biquinhos nos lábios. 90% dos programas tinham senha. Seu fundo era a foto de um gatinho preto de olhos azuis. – Ele não parece tão assustador... - Sorriu olhando para o gatinho. Mexeu mais um pouco e descobriu o aplicativo de música, era o único sem senha. Abriu-o. Três playlists salvas, primeira era de rock, de Gun's and roses, a Iron Maiden. Segunda era de música clássica. A terceira era heavy metal. – Bem... Exótico. - Garota riu. Criou uma playlist na conta dele, músicas para dançar. Quando criou pensou se de algum modo ele ficaria irritado com isso... Mas eles eram um casal, então ao ver dela, um casal divide as coisas. Ela colocou suas músicas favoritas na playlist, deve ter demorado um tempo razoável para a finalizar. Um balãozinho branco subiu no canto da tela. Harry: Quem está a mexer no meu computador? Era uma mensagem, a moça apoiou a mão na boca e segurou o riso, provavelmente a conta no aplicativo estava vinculada ao celular dele. O que responder? Abriu a mensagem e ainda trêmula digitou. Annabeth: Desculpe-me, senhor Harry, não achei que fosse vinculada ao seu telefone, só desejava ouvir algumas músicas. Enviou apertando as mãos no vestido. Ele respondeu em seguida. Harry: Quem é? A moça encheu os pulmões e respondeu outra vez. Annabeth: Sua futura noiva, Annabeth. Depois de uns minutos sem resposta, ela se afastou da escrivaninha. Foi então que o balãozinho branco apareceu. Harry: Tudo bem... Annabeth :) Ela leu com um largo sorriso, ele mandou uma carinha sorrindo, não parecia coisa de mafioso, talvez ele realmente não fosse tão r**m. ^~^ Já faziam cinco dias e nada do noivo aparecer, de certo modo Annabeth dormia tranquila sem receio de ser assediada por um desconhecido, por outro se encontrava completamente ansiosa para saber quem seria seu marido. Desceu as escadas com Wolfram, havíamos se tornado amigos no tempo decorrente. – O que deseja para o café, my lady? - Disse o homem segurando a mão da senhorita, a dando apoio ao descerem as escadas. – Eu adoraria umas frutas, e um bolo por favor. - A moça chegou ao fim da escada e ouviu vozes. – Como foi na Suiça? - Dizia Jeremy. A garota imediatamente parou próxima a porta, para ouvir. Wolfram a olhou com desaprovação. – Turbulento por assim dizer, não foi a máfia, eram uns trombadinhas, roubaram e quando descobriram que eu estava na cidade, foram mostrar serviço, dando o fruto do roubo para mim... Senti pena. - Um forte sotaque puxado dizia, uma voz que ela não conhecia. – O que você fez? - A matriarca perguntou curiosa. – Eu não os matei, mas achei insolente de fato, me roubarem para dar a mim o meu próprio dinheiro... Então investiguei um pouco a situação local. - Agora a garota ouvia passos. E o som do copo sendo servido. - Parece que a máfia suíça tem... Cometido um genocídio dos povos pobres... Por isso eles roubaram, iam levar para suas famílias e para o povo local. - Soltou um longo suspiro. – A máfia suíça está louca? - Perguntou Jeremy incrédulo. – Foi o que pensei... Cortei um ou dois dedos de cada um e deixei que fossem embora com o dinheiro para alimentar suas famílias, tinha menos de 100 mil naquele caixa. - Logo em seguida o silêncio se instaurou. – Annabeth, sabemos que está ai. - Disse a sogra. A Moça se ergueu constrangida, estava vermelha quando arrastou a porta até o fim. – Desculpe a intromissão. - Se inclinou. Havia um homem se costas para a porta, coxas grossas, cintura fina, um monumental traseiro, costas largas, ele parecia ter o corpo mais bem definido que o restante das pessoas que ela havia conhecido. – Perdoada, de certa forma chegou em bom momento... Este é seu noivo... - Senhora Wright apontou para o homem de costas. Ele olhou por cima de seu ombro e esboçou um glorioso e sexy sorriso. Corou imediatamente, seu rosto tinha traços sutis, os cabelos negros caídos, os olhos avermelhados, ele era lindíssimo. – Então é você? - Se aproximou de mim. - Não me lembrava bem do seu rosto. Lá estava Anne, boquiaberta diante da beleza do homem, era exatamente como a mãe dele havia indicado, ele tinha uma beleza sobrehumana. – Querida... A mão. - A sogra a repreendeu. A garota por sua vez fechou a boca e estendeu a mão em direção ao rapaz. Ele se inclinou beijando a mão delicada da moça, fazendo um arrepio a percorrer. Segurou a mão dela a guiando até o sofá para que ela se sentasse. – Vou me comunicar com a máfia Suiça, mas acredito que você já tenha feito. - O pai do jovem perguntou com tranquilidade. – Sim, fiz uma limpa nesse aspecto, voltarei lá dentro de alguns meses para ver se tudo se resolveu. - Disse se sentando ao lado de sua noiva. – Ótimo, esse é o meu herdeiro. - Jeremy se levantou. - Venha querida, vamos deixar os dois a sós. A sogra deu um largo sorriso e saiu junto do marido. Lá estava Anne, pela primeira vez com noivo que acabou de conhecer. – Sei que deve estar preocupada, achando que vou te tocar, ou te beijar sem a sua autorização. - Ele disse virando-se de frente para a moça que fez o mesmo. Assentiu confirmando o que ele dizia. – Isso é tão estranho para mim, quanto para você, eu não te tocarei, a menos que me peça isso, eu não te forcarei a nada. Eu nunca precisei forçar alguém a ficar comigo... - Passou a mão na nuca desconfortável. - Fique tranquila. – O-obrigada. - Dizia ainda corada. – Eu espero que possamos nos dar bem, já que será minha esposa. Só te peço que me permita te tocar o mínimo necessário para pelo menos parecermos um casal normal. - Disse a olhando nos imensos olhos azuis. – Tudo bem, pode me tocar e beijar quando necessário. - Ela havia gostado da postura dele de falar com ela abertamente sobre isso. – Obrigado. - Se levantou estendendo o braço para ela. - Venha, vamos comer.
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