Estela dormia com Corine, mas no meio da madrugada acordou inquieta. Sentia falta de algo… ou de alguém. Um corpo mais quente, uma respiração mais forte ao lado. Virou-se na cama, tentou voltar a dormir, mas não conseguiu. Levantou devagar, bebeu um copo d’água na cozinha silenciosa e foi caminhando no escuro.. Parou diante da porta de Albucacys. Estendeu a mão, empurrou com cuidado, mas estava trancada. Ia bater… mas parou. Sentiu um olhar firme sobre ela. Virou o rosto e encontrou os olhos do pai, ali, na ponta do corredor. — Papai... — disse, quase num sussurro. — Eu... só ia... — Eu sei, é minha filha, e conheço você. Salomão suspirou. A expressão dele era séria, mas sem raiva. — Ainda bem que Albucacys parece ter juízo. Manteve a porta trancada. Isso diz muita coisa. Estel

