A psiquiatra se abaixou na altura de Hellon, que estava sentado em uma poltrona pequena da ala infantil. Albucacys ficou ao lado, atento, como advogado e responsável por resguardar os direitos do hospital naquela situação delicada. A mulher abriu a bolsa e tirou uma bala, estendendo-a com suavidade. — Aqui, Hellon. É de chocolate. Você pode aceitar se quiser. Ele pegou sem dizer nada. Apesar de tudo, ainda era só uma criança. Mas uma criança que não chorava, não tremia, e olhava para a médica como se fosse adulto demais. — Hellon… você sabe como sua irmã se machucou? Ele respondeu rápido, sem hesitar: — Caiu. Caiu da cama. A psiquiatra sorriu com leveza, mas os olhos estavam sérios. — Não, Hellon… crianças não quebram as duas pernas só caindo da cama. Ele olhou para o lado, depois

