Estela abriu o pequeno quarto cor-de-rosa. Aquele espaço era só dela — um refúgio cheio de cadernos e folhas soltas, memórias guardadas entre páginas rabiscadas. Havia diários antigos: alguns escritos por ela, outros pela mãe Dorothy. Ali estavam os relatos mais duros, os medos, os pesadelos, o trauma... mas também os avanços. Escrever sempre tinha sido um alívio. A terapia também ajudara. Ela sobreviveu — e, aos poucos, acabou com o pesadelos do passado. O seu pio.r pesadelo, o cara que a machucou , também era médico, médico pediatra, por isso não aceitava que outro médico a tocasse, tinha que ser o pai ou o padrinho Callebe.. outro não, mas sua preferência era o pai. Sentou-se diante da escrivaninha, pegou o diário mais novo. A capa era azul com estrelas prateadas. Era para o Mágico de

