Albucacys estava no seu quarto, no andar de cima do clube de motoqueiros. A luz principal estava apagada — por escolha. Só a lanterna fina, presa entre os dedos dele, iluminava a papelada esparramada sobre a cama. Não queria que os irmãos de patch percebessem que ele ainda estava acordado. Os documentos que lia pareciam ter vindo direto do inferno. Manchados, amarelados, com anotações feitas à mão, usavam uma linguagem jurídica propositalmente confusa. Muitos termos pareciam saídos de Saintigs. Contratos velhos, memorandos com datas rasuradas, assinaturas ilegíveis e selos que insinuavam acordos com pessoas influentes — algumas já mortas. Havia uma cláusula que citava “acessos de fulgor”, como se fosse um tipo de epifania obrigatória, uma espécie de batismo. Outra nota revelava quem tin

