O uísque desceu queimando, um rastro de fogo que incinerou a última barreira de hesitação de Débora. Ela bebeu o copo todo em um único gole, sentindo o calor se espalhar pelo estômago e subir para a cabeça, nublando o pânico e acendendo a audácia. Ela bateu o copo na mesa de cabeceira com um estalo alto. Letícia não se moveu. Leo a observava, um sorriso predador nos lábios. Ele sabia que tinha vencido. — Melhor? — Ele perguntou. Débora não respondeu. A excitação agora era um zumbido constante sob sua pele, alimentada pelo álcool e pela proibição absoluta do que estava prestes a acontecer. Ela olhou para a cama, para o espaço vazio ao lado da sua mãe adormecida. O lençol de seda bege parecia convidativo e aterrorizante. Ela subiu no colchão. O estrado rangeu levemente sob seu

