A mansão Viana era enorme, um labirinto de trinta cômodos, corredores longos e anexos silenciosos. Antes, Débora via aquele espaço como um exagero solitário. Agora, ela o via como um tabuleiro de jogo. Cada canto cego, cada porta que trancava por dentro, cada minuto em que Letícia estava no banho ou ao telefone, tornava-se uma oportunidade. A "família feliz" era a fachada. O que acontecia nas sombras era o vício. Eles se tornaram especialistas em roubar tempo. Houve a vez na lavanderia, com o barulho da máquina de secar encobrindo os gemidos abafados de Débora enquanto Leo a prensava contra a vibração do metal morno. Houve a vez no escritório de Tiago, agora transformado em sala de leitura, onde Leo a fez gozar com os dedos debaixo da mesa de carvalho, enquanto a porta estava des

