Capítulo 1

898 Words
[ATENÇÃO: Esta história já foi BANIDA de diferentes plataformas digitais por conta do seu conteúdo explícito, que envolve SEXO e VIOLÊNCIA, mas não somente isso. Se você está lendo este livro agora, significa que ele teve que passar por refinamentos, no entanto, o conteúdo pesado continua. Até esse aviso pode estar indo contra as indicações da plataforma, portanto, leia essa saga promíscua por sua conta e risco.] A manhã caiu como uma estrela cadente. O sol brilhou sobre o mundo novamente, mas uma grande mudança ocorria na casa da família Viana. O carro parou em frente à mansão: um Mercedes-Benz AMG GT, com pintura metálica prata, linhas modernas e detalhes cromados que refletiam a luz do sol, anunciando riqueza e sofisticação. Letícia Viana desceu do veículo, seus cabelos loiros balançando ao vento, contudo, ela não desceu sozinha. Do seu lado, veio um homem alto, de pele bronzeada e porte atlético, que carregava consigo uma aura de segurança e charme. Alguém que inevitavelmente prendia o olhar. Débora Viana estava de saída. Para ela, seria apenas um sábado comum, gastando seu dinheiro no shopping com as amigas, rindo e se distraindo. Mas tudo foi por água abaixo quando viu a cena. Sua mãe, sorridente, dava a mão para o desconhecido e caminhava na direção da casa da família, completamente à vontade. Débora sentiu uma pontada de raiva e incredulidade, aquela merda só podia ser brincadeira. Não tinha nem um ano que seu pai, Rodrigo Viana, tinha falecido, e o luto ainda era presente, silencioso e doloroso dentro dela. Como sua mãe podia ser tão insensível? E se Tiago, seu irmão mais velho, soubesse? A briga certamente estaria feita. — Quem é esse daí? — Perguntou de forma ríspida assim que eles se aproximaram. — Boa tarde para você também, filhota — Letícia disse, seu sorriso murchando um pouco, mas sem soltar a mão do homem. — Leo, essa é a Débora, minha filha mais nova. Débora, este é Leo Monteverde, meu namorado. — É um prazer — disse o homem, estendendo a mão. Alto, musculoso e com uns quinze anos a menos que sua mãe, ele parecia confiante, imponente como uma força da natureza. — Sua mãe falou muito sobre você e seu irmão. — Ah, sim — Letícia assentiu, olhando para a mansão. — Mas ele com certeza não está em casa, aquele menino, tão inquieto... — Não! — Débora falou de uma vez. — Querida — sua mãe olhou confusa. — O que foi? — Eu não aceito. Ele não vai tomar o lugar do meu pai! Débora saiu pisando pesado em direção ao seu carro: um conversível esportivo rosa metálico, com bancos de couro e detalhes sofisticados. A jovem entrou e saiu cantando pneu, sem olhar para trás, deixando apenas o cheiro de borracha queimada no ar. — Essa minha filha... — Letícia balançou a cabeça. — Ela tem dezenove anos, mas ainda se comporta como uma adolescente. — Acredite, acho que ela reagiu até bem. Me apresentando assim do nada... devíamos ter pensado nisso melhor. — De fato, meu amor. Você está certo, mas agora... — Letícia olhou para Leo com um sorrisinho e mordeu os lábios. — A casa é toda nossa. Débora seguiu para o maior shopping de São Pietro, tentando afastar a raiva e o incômodo da manhã. A ira mordiscava seu coração, porém ela não pensou mais naquilo até conseguir aproveitar seu passeio favorito. A jovem passou o dia no shopping com suas amigas, rindo alto, experimentando roupas, bolsas e sapatos caros. Entraram nas lojas mais luxuosas da cidade, tiraram várias fotos e fizeram diversos vídeos, postando tudo nos stories para serem vistas, por quem gostava delas e quem as invejava. Se divertiram, esquecendo por alguns momentos o peso que carregavam em suas vidas. Entre risadas e conversas, a surpresa daquela manhã acertou Débora de uma vez, não tinha conseguido afastar tudo de verdade. O que sua mãe estava pensando? Não, o que ela já estava fazendo, na verdade? E aquele homem? A imagem deles juntos voltava repetidamente à sua mente, despertando nela uma mistura de raiva e uma estranha curiosidade. Sem que ela percebesse, o dia passou rápido, afinal, tinha se divertido. O desânimo, entretanto, começou a se infiltrar nos momentos de pausa. Débora se sentou em uma poltrona de veludo, respirando devagar para afastar sua ansiedade. Lembrou-se de seu pai, das tardes passadas juntos, das pequenas brincadeiras e dos conselhos que ele dava. E, inevitavelmente, do namorado da mãe. Um aperto no peito a fez engolir em seco. Como ela tinha esquecido o homem com quem formou uma família tão rápido? Decidiu que não passaria a noite fora. Pegou o seu carro, ligou o motor e seguiu para casa, com o coração pesado. Ao chegar, a tarde já se encerrava, tingindo o céu de tons vermelhos e alaranjados. Ela estacionou e, ao passar pelo corredor principal, ouviu sons vindos da sala de cinema: gemidos baixos, ritmados, impossíveis de ignorar. Um frio percorreu sua espinha, mas a curiosidade venceu o medo. Débora se aproximou silenciosamente da porta entreaberta. O barulho de carne molhada se encontrando com força... cada vez mais alto. A visão que se apresentou fez seu estômago se revirar: sua mãe estava ali, com Leo. Ele estava sentado em uma poltrona com as pernas abertas, a mulher mais velha, por sua vez, sentava no colo do rapaz com vigor.
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