O coração de Débora não batia no peito; batia na garganta, um tambor seco e abafado. Cada passo que ela deu pelo corredor escuro foi uma pequena morte para o seu orgulho. A porta entreaberta era um portal, e ela sabia que, se olhasse, não haveria mais volta.
Mas o desejo de ver, a necessidade de confirmar o que sua imaginação já pintava, era mais forte. A lembrança do seu corpo respondendo na sala de cinema, o ódio por ele saber que ela tinha reagido... tudo isso a empurrou para frente.
Ela se inclinou, o cabelo caindo sobre o rosto, e colou o olho na fresta. A luz baixa do abajur do quarto de sua mãe iluminava a cena com uma tonalidade âmbar, quase teatral. E o ângulo... era perfeito. Uma visão lateral devastadora.
Sua mãe estava posicionada de quatro, usando a venda vermelha da foto. E Leo estava atrás dela. A cena era crua, animal. O movimento dele era rítmico, profundo e poderoso. O seu pênis afundando dentro dela enquanto sua b***a balançava com o impacto.
O suor brilhava nas costas musculosas, e a cada impulso, um suspiro baixo escapava de Letícia. Débora assistiu, paralisada, o corpo dele se unindo ao de sua mãe, o poder bruto que ele exibia. Devorando-a com o pênis.
A náusea que ela esperava sentir não veio. Em seu lugar, um calor denso e pesado se espalhou pelo seu ventre, fazendo suas pernas fraquejarem. Aquele pensamento que a tirou da cama - Eu quero vê-lo inteiro - foi respondido com uma clareza brutal. Ele era... mais do que ela imaginava. Uma força impressionante. Era aterrorizante e hipnótico.
Ela estava tão absorta que demorou um segundo para perceber. O ritmo parou. Um silêncio súbito e pesado caiu sobre o quarto. O olhar de Débora subiu, em pânico. Através da fresta, Leo estava olhando diretamente para ela.
Ele a viu.
O instinto gritou para ela correr, se esconder no escuro, negar. Mas seu corpo não obedeceu. Ela ficou pregada no chão de mármore frio, o olho ainda na fresta. Ela não recuou. Um desafio mudo, cheio de vergonha e fascínio, passou entre eles.
Um sorriso lento, quase c***l, curvou os lábios de Leo. Ele não se cobriu. Pelo contrário. Mantendo os olhos fixos nos dela, ele se afastou do corpo de sua mãe. O movimento foi lento, deliberado. Uma exibição.
Débora engoliu em seco, os olhos fixos na visão que ele lhe oferecia. O p@u grande e grosso, vermelho como em chamas, as veias saltando.
— Você gosta de assistir, não é? — A voz dele era baixa, um ronronar satisfeito que atravessou a porta e pareceu arranhar a pele dela.
— O que, amor? — A voz de Letícia veio de dentro, confusa, carinhosa e ofegante. Mas ele não falava com ela.
Leo não desviou o olhar de Débora, ainda presa na fresta.
— Um momento para lubrificar.
Débora deveria ter fugido. Agora era tarde demais. Leo começou a andar em direção à porta. Em direção a ela. Cada passo era calmo, dominante. Ela estava paralisada, presa no feixe de luz como um animal.
A mão dele alcançou a porta, mas não para fechá-la. Ele a empurrou, abrindo-a mais. A fresta se tornou uma a******a.
Leo parou bem na sua frente, a luz do quarto às suas costas, o corpo uma silhueta imponente e definida na penumbra do corredor. Ele a encarou de cima a baixo, os olhos brilhando.
A proximidade era sufocante, o cheiro dele, uma mistura de suor, sexo e perfume caro, a envolveu. A mão dele ainda descansava na maçaneta, bloqueando qualquer fuga. E o p@u ereto ao alcance do seu braço.
O silêncio se esticou, pesado com o que não foi dito. Ele a tinha exatamente onde queria.
— Chupa — ele mandou em um sussurro.