O primeiro toque foi hesitante, quase clínico. A boca de Débora m*l se abriu para recebê-lo, a mente ainda processando o alívio doentio de que ele estava limpo. Ela não provaria o gosto da mãe. Apenas o dele.
Ela tentou fazer o que sabia, movimentos que havia aprendido com namorados da sua idade, rapazes que ela podia controlar. Mas ali, de joelhos na pedra fria, com a mão dele segurando possessivamente sua nuca, ela se sentia uma completa amadora.
O nervosismo fazia sua boca secar, sua língua travar. Não importava o que ela fizesse, parecia inadequado. Ele era grande demais, e o silêncio dele, exceto pela respiração que se aprofundava, era um julgamento.
Ele não a encorajou, não a apressou. Ele apenas... recebia, forçando-a a enfrentar a inadequação do seu próprio esforço.
Depois de minutos que pareceram uma eternidade, a mão em seu cabelo a puxou para trás, gentilmente, mas com firmeza.
— Levante-se.
Débora obedeceu, as pernas trêmulas, o rosto queimando de vergonha. Ela pensou que estava acabado, que a dispensa era sua punição final.
Mas ele não se afastou. Em vez disso, ele a beijou.
Não foi como o beijo da biblioteca, que foi uma invasão rápida e possessiva. Este foi lento. Demorado. Profundo. Ele provou a própria essência dele na boca dela, sem nojo, sem hesitação.
Era um beijo experiente, que parecia ler cada reação dela, e ela percebeu, com um choque, que o beijo de um homem mais velho era, de fato, muito melhor. Ele a dominou com a boca, reivindicando o território que ela acabara de explorar.
Quando ele se afastou, ela estava ofegante e ainda mais confusa. E então, ele se ajoelhou.
O mundo de Débora virou ao contrário. O pânico subiu por sua garganta.
— Não... — ela sussurrou, mas a palavra morreu no ar.
Ele a ignorou. Começou a tirar a roupa dela, as mãos ágeis e seguras. Ele não pediu permissão. E o pior: ela não o impediu. Ela ficou parada, os braços inúteis ao lado do corpo, enquanto ele a despia na varanda escura.
Ele não tirou sua calcinha. Em vez disso, ele sorriu, um brilho de dentes na escuridão, e deslizou os dedos sobre a marca da v****a dela. O tecido fino de algodão estava encharcado, uma traição úmida que a entregava completamente.
Ela estava excitada. Terrivelmente excitada.
O sorriso dele se alargou. Ele puxou a calcinha dela para o lado, e seu mundo explodiu.
Sua boca era quente, sua língua incrivelmente habilidosa. Sabia exatamente o que fazer, onde pressionar, como circular. Não havia nada de amador ali. Era a habilidade de um especialista, e Débora foi instantaneamente perdida.
O prazer foi tão intenso, tão repentino, que foi quase doloroso. Ela agarrou os cabelos dele, os dedos se fechando com força, um apoio para não desabar. Os gemidos começaram a nascer, e ela teve que morder o próprio lábio para abafá-los, aterrorizada com a ideia de que Tiago ou sua mãe pudessem ouvir.
A pressão aumentou, a língua dele era implacável. Um leve tremor atravessou seu corpo. Foi rápido demais. Rápido e avassalador. Ela gozou na boca do namorado de sua mãe, um espasmo silencioso e contido na escuridão do jardim.