Capítulo 2

1201 Words
— Me come, seu vagabundo — mandou Letícia Viana, sua b***a descendo no pênis ereto de Leo Monteverde de forma frenética. — Então toma, sua v***a — o homem se inclinou para trás na poltrona e a penetrou no mesmo ritmo em que ela descia, com força. O barulho do impacto ecoando, sua mãe gemendo alto como uma atriz de filmes adultos. A cena enojou Débora Viana, mas seu corpo reagiu de forma inesperada. Os músculos daquele homem se movimentando para dar prazer a mulher que ele possuía... seu corpo nu na má iluminação era como uma escultura grega. Era uma mistura confusa de repulsa com excitação. A nudez da sua mãe não lhe era estranha, seus s***s eram fartos e as nádegas, maiores ainda, porém vê-la fazendo sexo era a pior visão que poderia existir. Ainda assim, com Leo Monteverde estocando nela... Chega! Ela precisava sair dali, sair antes que visse demais, precisava esquecer aquilo completamente. Antes que conseguisse se afastar, todavia, um olhar firme encontrou o dela. O homem a viu. Débora se sentiu uma espiã deplorável. Ela recuou rapidamente, mas percebeu que Leo não se afetou com a descoberta de que estava sendo assistido, pareceu penetrar a v****a da sua namorada com maior vontade. Isso não seria problema se a namorada dele não fosse sua mãe. Débora seguiu pelo corredor, o suor frio percorrendo a espinha, os sapatos ecoando no piso de mármore. Os gemidos desapareceram, afinal, a mansão era enorme, e ela se trancou no seu quarto. Débora se atirou na cama, os lençóis macios envolvendo seu corpo trêmulo, mas nada parecia trazer conforto. O coração ainda batia acelerado, o estômago embrulhado, e a respiração difícil de controlar. A visão da mãe com Leo queimava na sua mente como uma fogueira de São João enxarcada de gasolina, ela não conseguia evitar que flashes da cena se repetissem a cada piscada. E percebeu que algo inesperado, ou não, aconteceu: sua calcinha estava úmida de t***o. Talvez ela estivesse enlouquecendo. Aquilo não devia ter acontecido. Precisava falar com alguém antes que perdesse a cabeça de vez. Antes que... sua vontade de voltar e ver sua mãe fodendo com aquele homem vencesse. Pegou o celular com mãos trêmulas e chamou sua melhor amiga, Angélica. Alguns segundos depois, a tela se iluminou com o rosto sorridente da amiga, sempre pronta para ouvir qualquer drama. Mas dessa vez, o sorriso de Angélica se desfez ao notar a expressão de Débora. — Débora, você está... pálida. Aconteceu alguma coisa amiga? — perguntou, franzindo a testa de preocupação. — Não foi o Caio de novo não, né? Já falei para não deitar com ex... — Não, não é isso... — Débora respirou fundo, sentindo o nó na garganta aumentar. Se fosse Caio, o problema seria pequeno — Angélica, você não vai acreditar na merda que acabou de acontecer — começou, hesitante. — Amiga — Angélica ficou ainda mais preocupada, e um pouco impaciente. — Eu tenho ansiedade, conta de uma vez, querida. — Eu... eu acabei de chegar em casa e eu vi minha mãe transando com o novo namorado dela. Sua amiga ficou sem reação por um segundo e então caiu na gargalhada. — Para! — Mandou Débora, chorosa. — Não tem graça. — Oh, amiga, não é para tanto. A tia Leti é uma gostosa. Ela tem é que dar horrores mesmo, com aqueles peitões — ela imitou s***s enormes com as mãos —, se ela quisesse poderia estar sentando até em mim. — Mas você não tem p*u, i****a, até onde sei. — Uma boa tesourada resolve qualquer problema. — Amiga! — Débora falou séria. — Corta esse assunto. Eu quero que leve isso com maturidade, sei que para você é difícil, mas tenta por mim, por favor. — Está bem, amor. Estou com o modo sério on a partir de agora. — Obrigada, te amo. Débora contou o que havia visto de forma mais clara, resumindo os gestos e a situação sem entrar em detalhes explícitos, apenas enfatizando a tensão, a repulsa e a estranha reação que seu corpo tivera. Cada palavra que saía de sua boca era um alívio momentâneo, mas também fazia o aperto no peito crescer. — Nossa... — disse Angélica, finalmente. — Eu... uau... Vamos lá, modo sério. Isso é pesado. Qual o nome do gostoso mesmo? — Leo — respondeu Débora. — E ele não é lá essas coisas. — Me engana que eu gosto. Certo, você viu sua mãe transando com o Leo. E daí? — E daí que o corpo do meu pai nem esfriou direito. — Já se passaram dez meses, não foi? — Angélica tentou fazer as contas. — Nove — corrigiu Débora. — Sei o que você vai dizer, que ela tem que seguir em frente e superar e se relacionar com pessoas novas, mas... Nunca mais falamos dele e ela já está botando outro dentro de casa. — Pior que isso é inevitável, a casa é dela. Se você quiser, pode vir para minha — propôs com um sorrisinho. — Agradeço a oferta, mas não. Se alguém tem que sair é ele. O desgraçado viu. — Viu o quê? — Me viu espiando eles pela porta que deixaram aberta. — c*****o! — Exclamou Angélica. — E o que que ele fez? — Nada, meteu na bundona dela com mais força. — Nossa, amiga, seu padrasto é um exibicionista do c*****o. Ele ficou com t***o da filha assistindo ele comendo a mãe dela. Angélica riu. — Isso não tem graça. — Eu sei, desculpa — voltou a ficar séria. — Meu modo madura está em teste. — O que eu faço agora? — Como assim? — Se ele contar para minha mãe... — refletiu Débora. — Ela só vai te achar tarada — Angélica deu de ombros. — E ela ficou sabendo na época que você deu para dois nesse mesmo quarto que você está agora. — São duas coisas completamente diferente, desnecessário tocar nesse assunto agora. — Está bem. E se esse Leo “Bom de f**a” não contar para sua mãe que você viu eles? Você sabe o que isso pode significar? — Sei não. E sinceramente não quero saber. Que se fodam. — Acredite, eles estão fodendo até agora. — Amiga... — Débora choramingou. — Me dá uma solução, não fica fazendo graça não. — A melhor solução de todas, vai dormir. Amanhã é outro dia. Se o Leo “Gostosão” contar ou não, você não está em nenhuma encrenca real. E se ele quiser te comer também... — Va ficar querendo! — Débora cortou a ideia de uma vez. — Está bem, linda. Boa noite, tchau. A chamada terminou e Débora suspirou, sentindo o peso começar a ceder. Angélica, do jeito dela, ajudou a colocar ordem na confusão que tomava conta da sua mente. Tudo o que Débora precisava fazer agora era dormir, esperar pela manhã e nada mais. A noite pertencia a ela. À cama, ao travesseiro e à respiração lenta que tentava afastar os fantasmas de gemidos, olhares e corpos nus que ainda queimavam em sua memória. Amanhã seria um novo dia para viver e se preocupar. Hoje, só precisava dormir.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD