FELIPO Sem esperar mais, tomei os lábios de Sirena em um beijo desesperado, tentando deixar de lado a sensação de que ela escapar por entre meus dedos a qualquer momento. Sirena se afastou e segurou minhas mãos, me puxando em direção ao mar. Eu apenas a segui em silêncio, sem me importar em molhar minhas roupas, observando seu corpo se mover para a água como se aquele fosse o lugar certo para ela. Sirena só parou quando a água estava no meio das nossas coxas, quase no quadril. Ela soltou minha mão e fechou os olhos por alguns instantes. — Eu senti falta disso - sua voz saiu como um sussurro correndo entre os sons das ondas do mar. — Do mar? - perguntei. Sirena não respondeu. Ela abriu os olhos que pareciam brilhantes. Era como se ela estivesse em seu habitat natural. Talvez, a paixão

