Grace profere suas orações em silencio, ajoelhada na grande igreja do convento ela recita mentalmente as orações sem proferir nenhuma palavra. As demais postulantes e duas noviças à acompanham nos bancos próximos. Levantando de forma discreta a cabeça, ela olha as costas da tia que ajoelhada faz suas orações. A calma imperturbável da tia a deixa incomodada, como ela consegue estar tão serena, quando mais pais retiraram suas filhas do colégio que mantém a maioria das contas do convento? Como ser tão calma diante do que está acontecendo com irmã Filipa e ainda mais sabendo que um rapaz vive como um recluso nos porões do convento? Grace não consegue entender porque o condenaram a isso, com dúzias de orfanatos católicos que o poderiam acolher e dar a ele estudo e uma chance de viver um dia...

