Chegou o último dia da semana e Owen entrou em casa exausto de tanto lutar contra seus sentimentos, preocupado por não conseguir controlar uma situação que deveria ter sido descartada desde o início, com a incerteza de que qualquer juiz o colocaria diante de sua filha com uma explicação que ele nunca quis dar. Eva o cumprimentou como sempre e ele a pegou nos braços. Abraçou-a com força e sentiu o perfume doce de sua filha. Ela era todo o seu mundo, tudo o que ele queria proteger na vida. Anna pôde ver: a ferida que ressurgia em seu olhar cinza. —Olá, Anna —cumprimentou. —Olá, Owen —respondeu ela sorrindo, mas o que recebeu em troca foi uma expressão nublada. —Se você me esperar um momento, eu te levo. —Claro. Eva foi com Raquel tomar banho e seu pai se trancou em seu escritório. Ele

