A manhã, que prometia ser um incentivo para as emoções fortes da semana, acabou sendo um desastre. Lali saiu de casa chorando; tinha todas as palavras e sentimentos que não podia confessar engasgados na garganta: a culpa por ter aberto a boca com Eva ouvindo e a imagem da mão de Anna no ombro de Owen. Ela achou que ia enlouquecer. Quando ele conseguiu reunir toda a sua coragem e subir ao quarto da filha, Raquel já estava preparando o almoço. Ele hesitou por alguns segundos com a maçaneta na mão, ouvindo, até que se animou a abaixá-la. Eva o viu e correu para abraçar suas pernas; assim que Owen colocou a mão sobre os cabelos negros da menina, ela começou a chorar novamente. Ele teve que fechar os olhos com força para não se desmanchar. — Não quero ver minha mãe, papai! — gritou Eva com

