GIOVANNA O silêncio na boca era denso, como se cada palavra dita antes tivesse se agarrado às paredes, recusando-se a sumir. Rafael me olhava com aquela frieza calculista, mas eu não era mulher de recuar. Não diante dele. Não diante de ninguém. Eu me aproximei um pouco mais, ignorando a maneira como seu olhar percorria minha postura, tentando medir o quanto eu estava disposta a ir até o fim. Giovanna (calma, porém firme): "Você está acostumado a comandar, Predador. Mas eu também. A diferença é que, enquanto você governa esse morro com medo e sangue, eu aprendi que poder de verdade vem de quem sabe quando atacar e quando recuar." Ele arqueou uma sobrancelha, como se meu tom lhe despertasse um leve interesse, mas não disse nada. Estava me testando, eu sabia. Mas eu também estava testand

