capítulo 04

1524 Words
Luara Sai junto com a Isabella para ir ver a casa, ele parece ser muito sério, eu não consigo tirar os olhos dele e ele parece estar incomodado com isso então tento o máximo desviar o olhar, mas é impossível. Chegamos na casa e ela é linda, dois andares, e toda já mobiliada, não vou nem precisar gastar com os imóveis, graças a Deus, tem 4 quartos no andar de cima, sendo dois suítes, na parte de baixo é a sala, cozinha o banheiro e a varanda na parte de trás. Gostei dessa casa, ele fez mó barato pra mim mas por causa da Bela, subimos em direção a boca para pegar a chave, e é tudo muito sinistro esse lugar, onde nois passa geral olha, mas ninguém fala nada. Chegamos e bela já sai abrindo a porta. --- Não bate na porta caramba? Grego pergunta assim que entramos. Isabella fala que eu gostei da casa e que vou ficar com ela, em nenhum momento eu abro a boca, e na hora de pegar a chave a Isabella estende o braço pra pegar mas ele da uma olhada pra ela que até eu fiquei com medo e entendi que ele queria que eu pegasse a chave, e não ela. Ele me pergunta se eu já sei das regras do morro e balanço a cabeça fazendo sinal que sim --- Não sabe falar não? Qual seu nome? Nessa hora por um momento eu esqueci o meu nome --- Luara --- Luara... Eu não gosto que ficam me encarando Luara. Ele fala e p**ra nessa eu morro de vergonha e abaixo a cabeça e peço desculpas, ele então vira as costas e volta pra cadeira e Isabella me puxa pra ir embora. --- Seu irmão é sinistro Falo assim que saímos --- Ele é assim mesmo amiga, todo mundo sente medo dele e se ele ver isso aí que ele repreende mais ainda. --- Mas por que ele é assim? --- por um lado foi por causa da morte do nosso pai, e por outro é porque ele é o chefe né, então tem que se dá o respeito e manter a postura, é porque você não conheceu meu pai e viu como ele era antes. Ela me contou a história do pai deles, e realmente até eu fiquei triste, porque ele a tratava como a princesinha dele, se meu pai também me tratasse assim até eu iria sentir falta dele se morresse. Digo pra ela que já tenho que ir pro trabalho de volta, e vou a pé mesmo. A hora passa voando, e como hoje é dia de pagamento, o seu Joãozinho quem vai fechar a loja. --- Oi Lua minha querida já pode ir, deixa que eu fecho o caixa. Seu Joãozinho fala me entregando o envelope com o dinheiro, ele é um senhorzinho, um amor de pessoa, o amo de coração. --- Obrigada seu João, boa noite e até amanhã --- Até amanhã filha. Ele se despede e vou embora. Chego em casa e meus pais estão bêbados no sofá da sala, finjo que nem os vejo e subo direto pro meu quarto. Percebo que meu pai também levanta do sofá cambaleando e me gritando, fingo que não escuto entro e fecho a porta, e de repente ela abre e eu assusto . --- Tá escutando eu te chamar não mocreia? Meu pai fala toda embola --- não --- me dá um dinheiro pra eu comprar uma 51 pra mim --- não tenho --- mas que filha ingrata mesmo é essa que eu tenho, além de dar moradia, comer da minha comida, tudo nas minhas custas, tem coragem de me negar 50,00. Vem aqui que agora você vai aprender oque é bom pra tosse. Ele fala subindo pra cima de mim e me jogando no chão tentando me agarrar, eu começo a gritar e me debater debaixo dele, ele consegue rasgar minha blusa e deixar meus s***s a mostra --- olha só que delícia, sempre fui doida pra fazer isso com você mas aquela p*ta da sua mãe nunca deixou, agora ela tá toda dopada e não vai nem descobrir e se você contar eu te mato Eu continuo me debatendo e gritando, e ele vem colocando aquelas mãos nojentas em mim, lambendo meu pescoço. Não acredito que isso tá acontecendo comigo, não acredito que meu próprio pai está fazendo isso comigo. Quando ele chega com a boca perto dos meus s***s não sei de onde eu tiro força, mas consigo dar uma joelhada no meio das pernas dele que faz ele cair em cima de mim. Consigo me livrar dele e me levanto as pressas, ele fica gemendo de dor no chão e me xingando enquanto pego minha mochila do curso, cato meus dinheiros que eu deixei escondido dentro do meu quarto e passo por ele me esquivando quando ele tenta puxar meu pé de novo. Desço as escadas ligando pra um táxi, vejo minha mãe toda largada no sofá e apagada, certamente dopada como meu pai disse. O táxi chega e eu entro do mesmo jeito que sai de casa, com a blusa toda rasgada pelo meu pai, o taxista fica me olhando estranho mas eu não ligo e continuo tentando ligar pra Isabella, como hoje é sábado ela deve estar pro baile, mas vou pro morro mesmo assim. Chegamos na entrada e eu desço, os vapor tudo ficam me olhando e me barram na entrada --- Ae mina onde você pensa que vai? --- Sou a nova moradora daqui Ele me olhou de cima abaixo e pegou o radinho na cintura Rádio on ---Ae chefe tem uma pi**nha aqui dizendo ser nova moradora, procede? --- Qual o nome dela? ---Qual seu nome? Ele me pergunta mais sem tirar os olhos dos meus s***s, como minha blusa está literalmente toda rasgada, mesmo eu cruzando os braços não tampa muito, então ficou um pouco a mostra, digo meu nome a ele e ele fala no radinho --- Mas oque ela tá fazendo aqui uma hora dessas? Veio pro baile? --- Não sei não chefe, mas pelo estado dela não parece que veio pra baile nenhum não, se eu fosse tu eu descia e tirava o proceder com ela aqui porque parece que a mina não tá bem não --- Jae Rádio off Ele fala e eu realmente não estou bem, vim chorando o caminho todo, vejo ele tirar a camisa do corpo e estendendo pra mim. --- Ae mina veste isso ae, não tá muito limpa não, mas é melhor que tu fica desse jeito aí Ele fala, eu pego e agradeço, viro de costas pra vestir, a blusa está quentinha. Ele me mostra um lugar pra sentar e eu sento, e vem aquela vontade imensa de chorar de novo, e eu desabo nas lágrimas, vejo que estão todos me olhando, mas oque eu posso fazer? Nada né Escuto o barulho da moto e vejo ele chegando e comprimentando o cara que me cedeu a blusa e ele aponta o dedo pra cá. O chefe vem em minha direção com mó cara de boladão. --- Qual foi mina oque voce tá fazendo aqui desse jeito p**ra, num já te falei quais são as regras ca**lho? Ele chega falando e eu abaixo a cabeça e me desabo em lágrimas, chego até soluçar, por que ele tem que falar desse jeito comigo? Então ele se abaixa e levanta minha cabeça e percebe que estou chorando, e muito. Ele de repente me abraça, nossa não esperava isso dele. E fica assim comigo até ver que eu estou calma, depois ele se afasta, limpa meu rosto, me levanta e me guia em direção a sua moto, eu posso pelos vapor de cabeça baixa, certamente devo estar toda feia e com o olho todo inchado. Subo na sua garupa e partimos em direção a casa dele. Chegamos e ele entra comigo, me leva até a cozinha e me dá um copo d'água, e quando vê que estou calma me pergunta oque que aconteceu e por que estou com a blusa do preguinho, certamente o cara que me emprestou a blusa. Eu explico pra ele oque aconteceu lá na casa dos meus pais, ele então dá pra ver que ficou todo boladão, pergunta se eu estou com a chave da casa nova e eu digo que sim. Ele me pergunta se eu quero passar a noite lá ou em sua casa, e na mesma hora por impulso digo que quero ficar na casa dele por medo dos meu pai me achar. Ele então me leva até seu quarto, me entrega uma blusa dele e fala pra eu ir tomar banho. Eu entro pro banheiro, e tomo um banho bem calmo, saio, visto a blusa que ele me deu e como não trouxe calcinha vou até o guarda roupa dele até achar uma cueca e visto. Ele não está no quarto, certamente foi dormir em outro pra dormir com uma desconhecida na mesma cama. Deito e quando pego o celular tem várias ligações perdidas do meu pai, ignoro-as, desligo o celular, viro pro lado e durmo. Estou exausta.
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