A noite na Rocinha era agitada, mas na casa de Coringa reinava um silêncio pesado e carregado de tensão. Dr. Paulo Prata movia-se com determinação, orientando as enfermeiras enquanto tentava estabilizar Fantasma: "Se ele sobreviver às próximas quarenta e duas horas, bom, aí as chances dele aumentam para cinquenta por cento de chances para sobreviver," disse ele, sua voz carregada de cansaço e preocupação. As palavras atingiram Coringa como um golpe. Ele sentiu uma mistura avassaladora de culpa, desespero e impotência. Sem pensar, ele socou a parede ao seu lado com tanta força que sua mão começou a sangrar, o sangue misturando-se com a tinta descascada da parede. Ele havia mandado seu amigo para a morte, e mesmo nas melhores das hipóteses, as chances de Fantasma eram de apenas cinquenta p

