***Fernando***
— Quer ir para a minha casa? Podemos continuar isso aqui lá, enquanto tomamos um vinho.
A pergunta da mulher desconhecida com quem estava tr4nsando me pegou de surpresa.
Eu amava se.xo casual e estava pensando em pagar algum hotel 5 estrelas para a garota, ela merecia ter uma noite de rainha depois do prazer que me proporcionou. Eu tinha muita energia guardada para ela e estava doido para gastar.
Porém, ela me chamou para ir para casa dela. Será que ela não se importava com a segurança dela? Ou estava tentando me dar um golpe e eu é que não estava seguro?
Que se dane! Quero trep.ar com ela a noite toda e vamos ver o que vai dar.
Depois que confirmei o seu convite, percebi a tensão se instalar entre nós e ela começou a procurar algo que parecia ser a bolsa e assim que pegou o seu celular, com as mãos tremendo, perguntei:
— O que aconteceu? Por que ficou nervosa? — Disse começando a ficar arrependido de ter aceitado a proposta.
Porém, quando ela acendeu a lanterna do celular e a virou para o meu rosto, tive a maior surpresa da minha vida.
— Mais que merda é essa? Você pode me explicar? — Perguntei, ainda desnorteado, para a mulher que reconheci ser a amante do meu pai.
— Eu não sabia que era você...
— P0rra nenhuma! É claro que fez isso de caso pensado — achava que você era uma aproveitadora, mas pelo jeito é uma narcisista, que quer dominar todos os homens da minha família aos seus pés...
— Você não sabe do que está falando — disse com a voz embargada, como se estivesse quase chorando, mas não me convenceu.
Eu me aproximei novamente, passei a minha mão sobre aquele rosto perfeito e disse:
— Eu vou acabar com você... Vou transformar a sua vida em um inferno, para você nunca mais tentar cruzar o meu caminho...
Eu ainda estava descarregando a minha raiva naquela mulher, quando fui interrompido por um tapa. P0rra, e que tapa! Nem parecia que veio daquelas mãozinhas delicadas.
— Idio.ta! Pode deixar que pela manhã pisarei pela última vez na sua empresa. Vou pedir demissão e sumir da sua vida. Já não me bastava um louco, agora tenho dois!
Ela virou as costas e saiu andando, mas eu não estava a fim de encerrar aquela conversa. Eu tinha muito ainda a falar, por isso, me arrumei, já que ao contrário dela que só abaixou o vestido e saiu, eu tinha uma dezena de botões para fechar, o que deu a ela uma pequena vantagem.
Eu demorei um pouco para encontrá-la, mas com a ajuda dos seguranças, soube que ela tinha saído por uma das portas que dava acesso ao estacionamento.
Eu abri um leve sorriso. Por mais que ela fosse rápida, sabia que eu iria encontra-la. Eu tinha tanto para falar...
— Nossa, gostosinha, eu sei que você quer. Para de resistir.
Quando eu vi um homem segurando no braço dela e tentando beijá-la à força, por mais que eu a odiasse senti um fogo tomar conta do meu corpo, como se eu estivesse sendo queimado por raiva.
Sem raciocinar muito, gritei enquanto me aproximava:
— Larga ela! Agora, porr4!!
— Não se mete, playboy. O assunto não chegou em você.
Sei lá. Sei que não é do meu feitio, mas o fogo me tomou e fiquei cego de raiva. Quando vi, estava sendo tirado de cima daquele otá.rio, mas não sem antes ter, no mínimo, quebrado o nariz dele.
Depois que tiraram o verme da minha frente, vi uma imagem que perturbou a minha mente.
Ela estava lá, me olhando horrorizada. Ela parecia tão destruída, que tive que me segurar muito para não ir ao seu encontro e toma-la em meus braços.
Mas eu não podia cair no papo dela.
Ela era uma aproveitadora.
Uma aproveitadora muito da gostosa, por sinal. Não é difícil entender o motivo do meu pai estar de quatro por ela. Nossa... só de pensar que o meu pai colocou o pa.u nela me dá vontade de vomitar.
Ela continuava me olhando. Eu precisava organizar os meus pensamentos. Não dava para ter nenhuma conversa séria desse jeito.
— Vai pra casa. Amanhã a gente conversa — disse para ela, que pareceu se sentir aliviada com minhas palavras.
— Amanhã eu vou assinar a minha demissão e nunca mais você vai ter que me ver, por isso, quero te dizer — respirou fundo — Obrigada. Se você não tivesse impedido aquele cara...
— Não precisa me agradecer, mas não ache que isso é uma bandeira branca. Eu fiz o mínimo. Faria isso por qualquer pessoa.
Ela acenou e saiu em direção ao ponto de táxi e logo sumiu diante dos meus olhos.
Eu estava envolvido numa adrenalina imensa. Em uma única noite eu tive o melhor se.xo da minha vida, quebrei o nariz de um idiotta e ainda confrontei a amante do meu pai.
Eu estava prestes a enlouquecer, mas me resignei e decidi voltar para casa.
Pela manhã eu tinha contas para acertar. Se aquela mulher pensa que vai simplesmente virar as costas e se demitir, está muito enganada.
Ela precisa sofrer por tudo o que está fazendo e eu serei o seu algoz.