A manhã chegou, mas não trouxe paz. O céu estava coberto por nuvens cinzentas, espessas como se o próprio ar estivesse carregado de algo invisível. Angelina permanecia sentada na cama, olhando para o vazio. O sonho ainda ecoava em sua mente. A mulher. A cabana. Os símbolos. E principalmente aquelas palavras. “Odette foi apenas o começo.” Do outro lado do quarto, Miller estava sentada com os cotovelos apoiados nos joelhos, encarando o chão. Nenhuma das duas falava. Era como se ambas estivessem tentando ignorar aquilo que sabiam. Porque aceitar significava admitir algo aterrador. Que os horrores que aconteceram na universidade talvez fossem apenas a superfície de algo muito mais antigo. Muito mais profundo. Finalmente, Miller quebrou o silêncio. — Você acha que aquilo foi só

