CAPÍTULO 25 PURGA NARRANDO Saí da sala do Torresmo com a cabeça cheia. Quando o chefe pede coisa demais sobre alguém, é porque o bagulho é sério. E eu conheço o Torresmo há tempo suficiente pra saber quando ele tá só desconfiado… e quando tá em alerta de verdade. Duda entrou no radar dele. E quando entra, não sai fácil. Caminhei pela boca cumprimentando os mano, mas já ligando os pontos na mente. Babá do filho do chefe não é qualquer função. Ainda mais quando o moleque se apega rápido. Criança sente coisa que adulto ignora. Peguei o rádio. — Guto… confere uma parada pra mim — falei baixo. — Preciso da fixa da Duda. Tudo. Onde mora, com quem anda, de onde veio. Discreto. — Qual é, Purga? — a voz respondeu. — A mina é tranquila, eu já tinha puxado pra tu. — Não tô dizendo que não é

