Nem olhei pra trás. — Claro que vai — respondi, passando rebolando por ele. Abri a porta sem bater. Torresmo tava largado na cadeira, fumaça de baseado espalhada pelo ar. Olhar pesado, sério, daquele jeito que impõe respeito sem esforço. Ele levantou os olhos devagar quando me viu. — Qual foi, Ritinha — falou, sem sorrir. — Tá achando que aqui é a casa da mãe Joana? Fechei a porta atrás de mim, trancando. Caminhei devagar até ele. — Credo, amor… — falei, fazendo voz mansa. — Tô com saudade. Ele me encarou, desconfiado, mas não mandou eu sair. Aproximei mais, parei entre as pernas dele e comecei a puxar o vestido pelo ombro. — Hoje foi um dia difícil — continuei. — Preciso de você. O vestido caiu no chão devagar. Fiquei ali, parada, olhando nos olhos dele, esperando a reação. Tor

