Tinha acordado mais cedo que de costume e estava a exatos trinta minutos parada olhando para teto, tomando coragem de levantar e ir cuidar da minha vida. Desde o hospital, eu não tinha tido forças para fazer muita coisa. Estava um caco, um bagaço, só o pó da rabiola. Entretanto, estava disposta a botar um cropoed e reagir! Ouvi o som de batidas na porta e julguei que isso era o sinal do universo me mandando levantar e botar minha vida nos trilhos. Caminhei tão devagar, que se fosse o universo mesmo, ele já teria arrebentado a porta. Quando abri a porta, tentei fecha-la novamente, mas uma bota preta — e com certeza, absurdamente cara — entrou em meu campo de visão, ficando entre a porta. Revirei meus olhos e abri novamente, encarando a vagabunda a minha frente. — O que é que você quer aqu

