capítulo 19

1032 Words
Autora: Sakura: Gaara, precisamos conversar. Gaara se levanta e se senta olhando a rosada. Sakura: Eu tenho algo para te contar, mas não sei como você vai reagir. Gaara: Sakura antes que diga algo, eu também tenho que te falar algo, e quero que seja forte. Gaara estava sério, Sakura estremeceu pensando no que poderia ser, ficou esperando seu noivo se pronunciar, ele abaixa a cabeça e solta um suspiro pesado. Gaara: Meu amor, ontem na festa, quando ele a levou, vários papéis bomba explodiram, acabou que era para nos distrair, muitas pessoas acabaram perdendo a vida, e sinto muito.... Seus pais estão entre essas pessoas. Sakura trava, sua mente começa a relembrar momentos com seus pais, as piadas sem nexo do seu pai, as broncas da sua mãe, tudo vem como uma avalanche, os olhos se enchem de lágrimas e ela desmorona em um choro sofrido, Gaara a abraça, tentando mesmo que inutilmente fazer aquela dor passar, e em meio aquele choro Sakura desmaia, ele a olha apreensivo, e seus olhos ao ver muito sangue escorrer pelas pernas de sua amada. Gaara entra em pânico e com ela em seus braços corre em direção ao hospital. Chegando lá já encaminham Sakura para uma sala, Gaara senta em um banco apreensivo, as horas se passam e ninguém da uma informação ao ruivo que já estava quase entrando lá em busca de respostas, mas assim que se levanta, Tsunade aparece em seu campo de visão, ela carregava um semblante triste, e assim que o viu abaixou a cabeça, Gaara começou a pensar no pior, pensando que Sakura havia morrido ele entra em desespero. Gaara: Não, ela não, me diz que não Tsunade, ela não pode morrer, eu imploro, ELA NÃO PODE MORRER. Gaara se ajoelha e depois de anos se permite chorar, Tsunade se abaixa. Tsunade: Ela está viva, mas ela estava grávida. Gaara paralisa,ela está viva, mas como assim estava!? Mesmo com voz embargada ele se forçou a falar. Gaara: Como assim estava? O que quer dizer Tsunade? Tsunade: Ela perdeu o bebê, o choque foi muito grande para ela, e ela já estava muito frágil pelos recentes acontecimentos. Ele trava novamente, seu amor estava grávida, era isso que ela queria contar, ele estragou tudo, se deixasse para contar sobre os pais dela, ela não teria perdido seu filho, a culpa começa a correr ele. Gaara: É minha culpa, eu devia ter esperado mais para dar a notícia para ela, ela ia me contar antes sobre a gravidez. Como vou encarar ela agora? Tsunade: Não é sua culpa, poderia acontecer a qualquer momento, ainda mais no início da gestação, não se culpe por isso, ela precisa de você agora. Dito isso, Tsunade ajudar ele a se levantar e caminham lado a lado até o quarto da rosada, chegando em frente Tsunade toca no ombro de Gaara. Tsunade: Ela está dormindo agora. Não se culpe pelo aconteceu, sei que Sakura não o considera o culpado também, e agora mais do que nunca ela precisa de você. Gaara acente sem dizer nada e adentra no quarto, vê sua amada deitada, um soro no braço, parecia tão serena, mas via que suas expressões transmitiam dor, mesmo estando dormindo, ele se senta ao lado da cama e e segura firme a mão dela. Gaara: Me perdoa meu amor, se eu tivesse esperado você falar antes, se tivesse esperado para contar sobre seus pais, ainda estaria com nosso pequeno crescendo dentro de você, me perdoa minha flor. Ele trás sua mão até a boca e deposita um beijo e novamente se permite chorar. No outro dia Gaara acorda e vê que Sakura está acordada já, ela aperta levemente sua mão e olha para teto e vê lágrimas escorrem pelo seu rosto. Sakura: Eu ouvi você ontem. Gaara fica a observando e se sente ainda mais culpado por a fazer chorar. Sakura: Não foi sua culpa, não teria como imaginar, eu só estou ainda digerindo, descobri que estava grávida quando Isshiki tinha me sequestrado, disfarcei ao máximo qualquer alteração de chakra, não sabia o que poderia acontecer. Mas não ha como mudar as coisas, por mais que doa, e não quero que se sinta culpado. Gaara nada falou só a ouviu e se levantou a abraçando ela, que ainda continuava deitada fitando o teto. Ela passa a mão no cabelo de seu amado e ambos se entregam aí choro, unidos pela dor do fruto do seu amor que nem havia ainda nascido tinha trazido tanta alegria e dor ao mesmo tempo. Sakura foi liberada um dia depois e foi ao túmulo que fizeram para seus pais, e lá depositou uma pedra como um memorial para o seu pequeno que havia perdido, ela tinha ido sozinha, queria um tempo só para por a mente no lugar. Sakura: Mãe, pai, vocês íam ser avós, mas meu pequeno se foi, cuidem dele ai em cima por mim, vou sentir tanta falta de vocês, queria seu abraço agora mamãe. Sakura cai de joelhos no chão e fica lá por horas até que começa uma forte chuva, Sakura encara o céu e vê os raios cortando o céu, e num grito alto extravasa toda dor que tinha em seu peito. Gaara a encontra ajoelhada no chão com a cabeça erguida e olhos fechados só sentindo a chuva tocar seu rosto, ele faz um guarda chuva de areia e se aproxima dela. Gaara: Meu amor vamos para casa l, está chovendo muito e você já está toda molhada vai adoecer. Sakura se levanta e o abraça forte, não foi preciso dizer nada, ele sabia que agora ela precisa de um colo, ele retribuí o abraço e desfaz o guarda chuva, ambos encharcados pela chuva. Sakura levanta a cabeça encarando seu amado e deposita um selinho em seus lábios. Sakura: Vamos meu ruivo, se não vamos ficar doentes. E ela o sai arrastando, ela ainda sentia uma dor absurda em seu peito, mas agora já havia diminuído um pouco. O tempo pode curar tudo se está disposto a deixar que a ferida se cure, podem ficar cicatrizes que iram lembrar daquela dor, mas só haverá a lembrança que com o tempo também pode ser esquecida.
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