P.O.V... Inerte. Esta palavra parecia definir muitas coisas. Eu não sentia nada e muito menos via, apenas podia ouvir um barulho contínuo e insistente. Bip, bip, bip. Não sei como mudar isso, não sei como sair daqui, não sei como deixar este sonho estranho onde parece que eu só consigo ouvir o mundo lá fora. - Hora de passar as visitas, quem vai falar. - aquela voz rouca e masculina ecoava distante mas ainda era possível escutá-la. - Caminhão contra escudo humano, deu entrada há 20 dias, traumatismo craniano, diversas sequelas, ossos dos membros inferiores quebrados, braço fraturado, costelas quebradas e pulmão perfurado. - ela falava de mim? - Submetida a cirurgia para trocar os ossos por titânio visto que estavam danificados demais, transplante de pulmões, contenção da hemorragia

