Calvário

1089 Words
Minha vida se tornou essa rotina logo após ele me dar comida já era noite e quando ele entrou no quarto eu ainda estava meio fraca, mas um pouco melhor. — Ah! Vejo que apreciou a comida. As bandejas estavam vazias e eu não olhava no rosto dele. — Olhe para mim? Eu relutante levantei meu rosto. — Bom agora vamos conversar seu pai veio chorando na minha porta essa semana implorando por crédito Já que você não poderá pagar os seus gastos eu emprestei o dinheiro para ele logo seremos sogro e jenro. — O quê! Ele te pediu dinheiro de novo? — Um viciado, sempre um viciado sei como isso funciona. -E, porque você emprestou esse dinheiro então? — Eu pensei que você fosse mais inteligente, mas talvez eu esteja enganado eu preciso mesmo te falar porquê? Eu olhei para ele e já sabia a resposta ele estava me prendendo mais nas dívidas do meu pai. — Porque eu? Você pode ter qualquer mulher que queira. — Esse é o porque eu quero você e eu sempre consigo o que eu quero. — Eu não gosto de você, na verdade a única coisa que sinto é desprezo. Eu senti mais que vi ele em cima de mim e meu braço sendo apertado e puxado. — Desprezo julgo que foi pouco o tempo aqui sozinha ou será que as acomodações estão muito indignas para você? Ele me arrastou até que eu saia do quarto indo por um corredor e de repente ele abriu uma porta no que parecia ser uma despensa comprida com prateleiras dos dois lados ele me jogou em cima de umas caixas e eu caí gritando de susto e dor… — vamos ver seu desprezo agora. Ele saiu me deixando ali, porém agora nem banheiro eu tinha para beber água eu tremi no chão enquanto eu tentava me levantar meu braço doía havia uma pequena luz que vinha de uma janelinha e vi que já estava ficando roxo, meu tornozelo estava melhor, mas na queda voltou a doer eu chorei com raiva tentando respirar no meu calvário como eu sairia daqui me levantei tentando ver se tinha algo nas prateleiras que eu pudesse comer, mas não achei nada suspirei de desânimo e nessa hora não me arrependo de ter comido aquela comida os dias passaram lento no primeiro não senti tanto, mas no próximo comecei a sentir os efeitos no meu corpo sem sol e sem alimento ou mesmo água os próximos passaram como um borrão e eu não estava nem mesmo coerente até que a porta foi aberta e eu fui tirada de lá nos braços de alguém já que não conseguia para em pé não sei se era ele ou outra pessoa quando acordei novamente tinha um IV no meu braço no mesmo quarto que eu estava anteriormente abri os olhos para claridade e me deparei com ele na cadeira. — Vê o que me faz fazer? Ele tentou me tocar, mas eu virei o rosto. — O médico já te examinou e depois do soro te daremos um caldo até o fim de semana você estará pronta para a cerimônia. Eu suspirei e lágrimas silenciosas caiam do meu rosto, mas não neguei nada baixei a cabeça. — Descanse volto a noite. Senti seus dedos no meu cabelo e tremi ele sorriu e saiu do quarto me deixando ali. A semana seguiu e depois daquele surto dele quase não o vi, mas sabia que ele voltaria no fim de semana para o bendito casamento não me privaram de comida ou água por esses dias a minha fraqueza passou não vi muito das pessoas dessa casa também a não ser quando vinham ao quarto para trazer a comida ou limpar.quando o dia chegou foi me trazido a roupa e o que eu deveria fazer para a noite para ser uma noiva disposta eu queria rasgar as roupas, mas sabia que isso me levaria a ser repreendida novamente suspirei olhando para aquilo e coloquei vieram me aprontar cabelo unhas tudo quando estava pronta a porta foi aberta e eu fui levada até o juiz não foi no cartório ou igreja, na verdade não saímos da propriedade dele, quando ele me olhou vi o seus olhos me despir e eu fiquei com muita raiava em ceder a isso ele enlaçou meu braço e me levou até o juiz que me fez as perguntas e eu não queria responder meu braço foi apertado e eu olhei-lhe com ódio. — Então Helena Albuquerque aceita Alexandre como seu esposo? Eu respirei tentando puxar o braço sem poder e disse: — Sim! — Assine aqui? Eu assinei o restante foi tudo no automático quando dei por mim já estávamos casados. — Bom agora vamos, suas coisas foram postas no meu quarto e eu pretendo desfrutar da minha mulher. Eu apenas o olhei sem dizer nada. — Perdeu a língua? Eu suspirei e me levantei seguindo até o quarto eu entrei e ele trancou aporta depois. — É assim que vai ser? — O que você queria um esposo perfeito eu já consegui que você assinasse, agora eu quero apenas um corpo disposto. — E se eu não estiver disposta? Eu não te, conheço eu não gosto de você, você não entende só sinto raiva e desprezo. Ele segurou meu braço e me jogou na cama. — Você pensa que foi barato ter você aqui, pretendo ter o retorno do que eu paguei você querendo ou não. Ele se aproximou de mim e eu fugi mais perto da cabeceira da cama… — Eu estou perdendo a paciência Helena esperei muito por isso. — Eu não vou me deitar com você se quiser algo de mim, vai ser a força, eu não escolhi isso se você se aproximar vou gritar e morder, mas suas mãos sujas não encostam em mim. Vi que foi a coisa errada a ser dito seus olhos ficaram vermelhos de raiva e ele correu para me pegar tentei fugir ao redor da cama até que ele puxou meu pé e eu me desequilibrei eu o chutei acertando o seu rosto e braços, mas ele não parou, no restante foi um borrão de tapas até que eu estava perdendo a luta estava sem forças contra ele e perdi as roupas no processo e logo senti muita dor quando tudo terminou eu estava trêmula e chorando e ele me deixou ali saindo do quarto ainda vestido e impecável como sempre e eu me sentia suja como nunca me senti antes.
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