O avião pousou e deu tempo apenas de comermos um café tardio antes de pegarmos o próximo voo, quando chegamos enfim ao local já estava noite e eu quase não tinha forças de tão cansada que estava. Adrian me levou para um hotel onde ele pagou com dinheiro, para não encontrarem nenhum rastro novamente, eu era sua noiva e eu me senti feliz em ser chamada assim esperava que um dia poderia ser a esposa dele, nós subimos para o quarto e eu queria apenas afundar na cama.
— Onde estamos?
— Em um hotel em foz do Iguaçu estamos na divisa entre a Argentina e Paraguai.
— Hum!
— Vem amor vou te ajudar a tomar banho você está quase dormindo em pé?
Olhei para ele já quase fechando os olhos e fui levantada em seus braços, minha cabeça estava vazia e eu não queria pensar em Alexandre senti mais do que vi as roupas sendo tiradas de mim e a água morna tocando meu corpo suas mãos se moviam para cima e abaixo do meu corpo nada s****l, mas estava sendo cuidada pisquei e já estava envolvida em roupão sendo beijada por ele.
— Descanse te acordo quando o serviço de quarto chegar.
Dormi quando a minha cabeça tocou o travesseiro acordei apenas quando a mão de Adrian me sacudiu.
— Desculpe te acordar amor, mas você não comeu nada quase o dia todo.
Eu levantei e senti o cheiro de macarrão e meu estômago roncou alto.
— Pedi uma massa espero que goste.
— Hum! O cheiro está, ótimo.
A primeira garfada gemi e Adrian ficou me olhando.
— O que foi?
— Nada é que esses barulhos são mais que sensuais.
Eu olhei-lhe e sorri fazendo ainda mais barulhos, mas dessa vez sabendo bem o que eu estava causando nele.
— Você me mata amor e nós estamos muito cansados para qualquer coisa.
— Bem eu já dormi.
Adrian levantou e beijou minha cabeça começando a comer, mas seu olhar predatório me disse tudo o que eu queria saber terminei meu prato e o olhei seus olhos corriam pelo meu corpo e eu queria estar com ele.
— Tem certeza que não está cansada?
— Não nenhum pouco.
— Ai que menina travessa.
— Apenas para você.
Adrian tirou a camisa e jogou no chão em nenhum momento desviando os olhos de mim eu engoli o caroço na minha garganta
e sentei na cama minhas pernas estavam bambas meu Deus que homem é esse.
— Esta pronta para mim Helena.
Eu suspirei e respondi quase sem fôlego.
— Simmmm!
Adrian arrumou um apartamento para morarmos e ele assumiu outra identidade para os demais trabalhando em b***s para disfarçar já que ele não poderia exercer sua profissão no momento seu sócio assumiu seus casos os dias passaram e nós criamos uma rotina de paz, mas com uma sombra ainda sobre a nossa vida e quando nos piscamos dois meses passaram e minha barriga tornou-se aparente e eu não pensei na gravidez nesse tempo como se tivesse acontecido com outra pessoa e não comigo, mais agora eu não podia negar menos de cinco meses, meu bebê chegaria. Adrian já saiu para um de seus trabalhos e tudo me veio a mente uma dor que me invadiu me deixando em soluços logo senti como borboletas batendo as asas na minha barriga e eu parei sem saber o que estava acontecendo minha mão desceu inconscientemente e eu toquei meu ventre e eu senti era leve ainda, mas eu sabia o que era o bebê está começando a mexer, respirei tentando me acalmar ele é meu bebê não vai ser nada como Alexandre tenho certeza disso levantei entrando no banheiro e tomando um banho quente eu não culparia meu bebê eu não faria isso, sai do chuveiro e me troquei precisava de algo para fazer além de ficar pensando no passado logo eu estava parada de frente a uma padaria e entrei o cheiro de Chipas fez meu estômago roncar e eu me sentei em uma das mesas e aguardei até que vieram pegar meu pedido.
— Olá bom dia! o que deseja?
-Bem-quero três das suas Chipas e café com leite por favor?
— Claro já trago.
Quando a moça voltou com o meu pedido eu os devorei e bebi o café com leite logo ela voltou?
— Deseja mais alguma coisa?
— Na verdade, sim, vocês não estão precisando de ajudante na cozinha ou mesmo para servir?
— Bem você está com sorte uma das meninas da cozinha se mudou com a família estamos com uma vaga para cozinha você sabe fazer doces ou bolos?
— Sei fazer um pouco de tudo e eu aprendo rápido.
— Vamos fazer assim amanhã você vem fazer um teste se tudo correr bem o emprego é seu.
Eu sorri para ela, mas depois me lembrei de algo importante eu toquei minha barriga que levemente começou a crescer.
— Eu tenho que te falar uma coisa eu estou grávida.
Ela olhou para onde a minha mão estava e segurou minha mão.
— Como é o seu nome filha?
— Helena.
— Bem Helena eu sou Rose e você pode vir amanhã fazer o teste se você conseguir fazer o que diz será contratada ok.
Meus olhos se encheram de lágrimas, mas eu não as deixei cair apenas assenti saindo dali após andar mais um pouco e comprar a primeira roupinha do Bebê eu voltei para casa Adrian já havia chegado.
-Oi! princesa! Teve um bom passeio?
-Na verdade, eu consegui um emprego… bem ainda não, mas um teste amanhã.
Ele me olhou.
— Você sabe que não é preciso eu posso ganhar o suficiente para te dar tudo amor.
— Mas eu quero! Hoje eu saí sozinha e foi a primeira vez que eu fiz isso em muito tempo e se tudo der certo talvez eu possa trabalhar na padaria da dona Rose.
Ele chegou mais perto e passou os braços pelos meus ombros.
— Ok se isso te faz feliz eu vou te apoiar eu te amo minha linda.
Eu sorri.
— Tem mais uma coisa...
— O quê?
Eu tirei uma sacolinha da bolsa e dei na mão dele ele abriu com cuidado e se deparou com o par de sapatinhos amarelos seu sorriso cresceu e eu também sorri.