Chegamos na casa dele e eu fui arrastada para o quarto dele sabia que ali eu receberia a punição fui jogada com força no quarto tentei me equilibrar, mas com os saltos acabei caindo no chão ouvi o barulho da porta sendo trancada e comecei a tremer.
— Agora venha até aqui que você vai aprender a me respeitar.
Tentei me levantar e fugir dos seus punhos, mas não era forte o suficiente e os xingamentos começaram não sabia qual era o pior dor a física ou a dor psicológica das palavras nunca pensei em nada do que ele falava nunca nem se quer olhei para homem nenhum, na verdade não quero nem ao menos ele tudo é só um amontoado de dor e sofrimento tentei me enrolar em uma bola para impedir que minha cabeça ou a barriga de ser batida tão m*l, mas mesmo assim ele estava como louco.
— Por favor faço qualquer coisa, mas pare.
Suas mãos fecharam no meu cabelo e eu tive que levantar o rosto.
— Por favor Alexandre não mais eu não aguento.
Eu tentei empurrar sua mão, mas o braço estava em ângulo estranho e a dor era absurda ele puxou meu braço.
— Vê o que você me forçou a fazer?
Ele me empurrou e como estando satisfeito saiu me deixando ali, as lágrimas transbordaram dos meus olhos e eu engoli, mas tudo me causava dor até respirar, fechei os olhos com força e de repente tudo ficou escuro quando eu acordei novamente meu braço estava em uma tipóia e os ferimentos aparentes foram tratados estava deitada senti alguém no quarto tentei deixar a respiração baixa para ele não notar eu sabia ser ele sempre era. Primeiro vinham as surras, mas depois ele viria me tratar e tentaria me mostrar que a culpa de tudo era minha e chegou num ponto que eu realmente achava será que se eu me esforçar mais ele mudaria comigo. Senti seus dedos nos meus cabelos e o medo me fez tremer, mas não emiti nenhum som.
-Oh! Helena se você fosse ela tudo iria ser tão diferente, mas não você tinha que existir ela te escolheu a você e ao seu pai.
Ele apertou meus cabelos, mas logo alisou de novo.
— Vai ficar tudo bem você vai aprender a ser ela.
Ele começou a divagar e eu imaginava ela minha mãe nas mãos dele e nessa hora não estava tão triste dela não estar mais aqui e sofrer no meu lugar.
Com o tempo os machucados se curaram e novos começaram até a mínima coisa o irritava e às vezes eu tinha medo até mesmo de respirar perto dele, nisso os anos seguiram e logo foram cinco anos onde minha vida era um verdadeiro martírio.
Adrian
Sai do país a mais de vinte anos atrás depois de uma briga com meu irmão, nós sempre fomos dois opostos como água e Óleo e muitas das coisas que ele fazia eu não conseguia compactuar e isso o enfurecia que eu não era uma extensão dele, mas uma pessoa com as próprias ideias e pensava totalmente diferente dele a gota d'água foi seu amor unilateral dele pela mulher de Leonardo e as trapaças para ela separar do marido, mas com o nascimento da primeira filha parecia que ele havia desistido e com o passar do tempo pensei que ele esqueceu só para ter ele ameaçando fazer m*l a criança se ela não deixasse Leonardo e eu tive que fazer algo contei ao meu pai e consegui impedi-lo de fazer mau a ela, mas ele nunca mais me perdoou por estragar seus planos me expulsando e ameaçando me matar se eu voltasse a pisar os pés na cidade, mas com a morte do nosso avô eu tive que voltar e participar da a******a do testamento os advogados me contactaram e eu não poderia me negar a estar presente. A a******a seria na casa do meu irmão e eu estava nervoso de velo outra vez queria que nós fossemos próximos como gêmeos normais eram, mas sei que isso nunca vai acontecer ele me odeia e se nosso avô deixou algo da sua fortuna para mim seu ódio irá só aumentar.
Ainda era cedo quando cheguei a sua casa e fui anunciado, tudo estava tão parecido a como era naquele tempo me invadiu a nostalgia, mas logo isso terminou quando nos vimos.
— O que você faz aqui?
Eu olhei-lhe sua fisionomia tão parecida com a minha como olhar para um espelho e, ao mesmo tempo tão diferentes.
— E você não sabe o porquê?
-Ah! é claro o testamento só o dinheiro faria você voltar.
Olhei para ele.
— Você sabe muito bem o porque que eu não voltei para o país, ou esqueceu de sua ameaça.
— E eu pensei que você fosse homem não um medroso, agora vamos terminar isso, quero você longe da minha casa o mais rápido possível.
— Bem já que todos estão aqui vamos começar.
O advogado começou a falar os trâmites legais e os desejos do nosso avô como era de se esperar Alexandre herdou as propriedades e a empresa os vários carros da coleção do meu avô e eu uma propriedade na praia que era usada para férias, além de trinta por cento da empresa e se por algum motivo meu irmão chegasse a faltar ou ficasse incapacitado de dirigir a empresa tudo passaria para meu nome e eu deveria permanecer na casa principal por um ano ou nenhum de nós receberemos a herança.
— Isso não está certo ele não merece nada sumiu na hora que ele precisou e outra eu não quero ele aqui.
— Olha seu Alexandre seu avô foi bem claro sobre os seus desejos e ele estava com as faculdades mentais intactas ou aceitam, ou tudo será doado para instituições de caridade.
Alexandre me olhou com ódio nos olhos e eu não sabia o que era pior não ficar com uma nota do dinheiro se quer ou permanecer nessa casa durante um ano inteiro ao lado dele.