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1081 Words
Alice Eu era menina feliz, cheia de sonhos, eu tinha uma ótima família, era um dia normal, meus pais estavam indo nos levar na escola, e estávamos felizes, íamos entrar de férias, eles estavam planejando uma viagem há meses, íamos para o nordeste, a minha mãe amava praia, mas todos os nossos planos foram interrompidos, por um confronto entre milicianos e bandidos, ficamos parados por alguns minutos, mas o tiroteio não parou então meu pai acelerou, batendo de frente com um caminhão, eles morreram na hora, eu e a Malu ficamos presas nas ferragens, e depois de alguns meses no hospital sobrevivemos, mas uma parte mim ficou naquele carro, eu nunca mais fui a mesma e para piorar fomos morar com a nossa tia por parte de mãe em bangu, chegando lá foi o verdadeiro inferno, ela nos batia, nos deixava com fome, mesmo tendo a pensão dos meus pais, sobrevivi lá até os 15 anos na época a Malu tinha 13, meu tio chegou bêbado e tentou abusar de mim, então eu arrumei as minhas coisas, peguei a malu e saímos dali sem destino, o que a minha titia não esperava é que eu iria me envolver com um vapor, que me ajudou a roubar ela, e foi com aqueles 30 mil, que eu comprei a casa que moramos hoje, eu tentei recomeçar, arrumei um emprego, coloquei a Maria Luisa na escola, e eu estudava a noite, terminei o ensino médio e ela também, comecei na faculdade nutrição e aí foi a minha perdição, eu conheci um homem chamado Bruno, ele me apresentou maconha, e por alguns minutos eu me sentia melhor, toda aquela dor que eu tinha no peito sumia, mas depois de alguns meses não foi o suficiente, então eu fui para o pó, aquela foi a minha perdição, em um mês eu estava diferente, comecei a me prostituir e a vender tudo dentro de casa, roubava a minha irmã, e saímos até na porrada por causa disso, eu sempre amei a Malu, e tentei largar o vício varias vezes por causa dela, mas a abstinência e horrível, eu não aguento dois dias sentindo aquelas dores que nunca passam, me dá vontade de morrer para acabar logo com isso, mas eu sei que isso acabaria com a vida da minha irmã, e eu não quero que ela se sinta sozinha no mundo, por mais que eu não seja uma boa companhia, eu preciso ficar aqui por enquanto, até ela construir uma nova família para ser feliz, como eu nunca consegui ser na droga desses meus 20 anos de vida. Agora estou aqui sentada em baixo de um viaduto em realengo, pensando em como vou pagar as minhas dívidas, e mesmo que eu quisesse usar o meu corpo, não adianta, eu fiquei feia, magra, meu cabelo que era lindo está horrível, eu não quero me cuidar, eu nem preciso, eu não quero usar meu corpo para sustentar meu vício novamente e é por isso que eu me deixei chegar nesse ponto, o amor-próprio saiu pela janela, quando as drogas entraram pela porta e ele nunca mais voltou. FP: Você ainda está por aqui mina. Alicie: Não tem outro lugar para eu estar. FP: O chefe, foi na tua casa e tua irmã assumiu a tua dívida, se não pagar ela vai morrer. Alice: Por que aquele desgraçado fez isso? FP: Acho que ele está interessado na tua irmã, mas quem naquele morro não está? A mina é maior gata e não dar condição para ninguém, atraiu a atenção do sinistro. Alice: Eu não vou deixar ele destruir a vida dela. FP: Então me deixa te ajudar Alice, eu estou tentando a maior cota, mas sozinho eu não consigo. Alice: tá bom. FP Fala rapaziada, eu sou o Felipe, mas podem me chamar pelo meu vulgo FP, eu sou gerente do antares, e sou uns dos homens de confianças do Sinistro, eu tenho 25 anos, sou moreno, alto, tatuado e com cara de bandido do jeito que elas gostam, eu sempre fui muito p***a louca e estou nessa vida desde os 15 anos, há uns anos atrás eu conheci a Alice e ela era a mina mais bonita que eu já tinha visto, eu queria assumir ela tá ligado, eu queria cuidar dela e dá irmã dela, mas a minha acabou se perdendo nas drogas, e foi ficando com vários caras por dinheiro, no começo eu fiquei com muita raiva dela, mas depois eu vi que ela precisa era de ajuda tá ligado, a mina estava alucinada, mas toda vez que eu oferecia ajuda, ela fugiu, mesmo assim eu sempre acho ela e cuido dela da maneira que eu posso, escondido do Sinistro, porque a ordem era subir ela, mas eu não consigo, eu quero ajudar e dar amor para ela, eu quero que ela recomece e seja feliz, por isso estou aqui debaixo de outro viaduto, estendo a minha mão e arriscando a minha cabeça de novo. Chegamos em um apartamento que eu tenho em campo grande, e eu mandei ela tomar um banho, dei uma camisa minha para ela vestir e depois fui cuidar dos machucados que ela estava no corpo, como uma mina que era tão perfeita pode chegar a esse estado, ela e a irmã dela paravam a favela quando passavam indo para escola, e agora a mina virou isso aqui pele e osso. FP: Acho melhor tu se internar, tá ligado, eu prometo que levo a Malu lá, ela ainda tem um mês, eu vou ajudar vocês nessa meta, mas tu precisa se curar desse vício. Alice: Me promete que vai cuidar dela enquanto eu estiver longe, eu amo a minha irmã, ela não pode sofrer nas mãos sujas do sinistro. FP: Confia em mim, eu vou dar um jeito dela pagar ele. Alice: Leva ela lá para me ver, por favor! FP: Levo, sim, mas foca em ficar bem, dar orgulho para tua irmã, a mina só tem tu, se tu rodar ela está fudida. Alice: Eu vou sair desse vício maldito, antes do mês acabar, ele pode me matar, mas não vai encostar na Maria Luisa. Ela comeu e depois seguimos para a clínica, deixei ela lá com o coração na mão, mas sei que no momento é o melhor a se fazer, agora eu preciso dar um jeito de trazer a Alice aqui, sem arrumar confusão para o meu lado, eu sei bem como o Sinistro fica quando quer algo ou alguém!
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