"Victória?", chama a Dra. Alida assim que me vê chegar à recepção de enfermagem, abri um sorriso.
"Boa noite Doutora!', passei meu estetoscópio pelo pescoço e arrumei a caneta no bolso da minha roupa verde.
"Boa noite!... Poderia me acompanhar até a maca 12?", ela sorriu, mas não parecia animada e a segui em silencio.
"Homem de 32 anos, queda de andaime de aproximadamente 3 metros de altura, batimentos cardíacos normais, paciente reclama de dor de cabeça e dor no braço esquerdo e está desorientado", já tinha um enfermeiro cuidando dele, mas não entendi por que ela me chamou, me aproximei do rapaz, ele estava de olhos fechados, mas gemia de dor conforme Adam mexia nele, a médica estava com as mãos no bolso do jaleco me olhando, o homem reclamou de algum movimento brusco que Adam fez, imediatamente fiz Adam parar segurando sua mão.
"Espere?", disse observando, " fratura no pulso esquerdo, traga a maquina de radiologia até aqui e vamos tirar a duvida".
Olhei para o rosto do rapaz, seus olhos azuis encontraram os meus, sorri e apoiei a mão em seu ombro, "Fique calmo, estamos cuidando de você!".
"Eu morri e fui parar no céu!", disse ele entre gemidos, mas sem tirar os olhos de mim, "Você é um anjo que apareceu na minha vida!... Estou apaixonado!".
"Bom!... Todos os pacientes dizem isso!", sorri grata, mas algo na sua voz me abalou, eu queria realmente cuidar daquele paciente.
"Enfermeira Victória?... Hoje vou por você para ser a chefe da enfermagem!... Fará um estágio de uma semana e se sair bem!", Dra. Alida sorriu animada, "Será a nova enfermeira chefe!".
Arregalei os olhos, isso se tratava de mais responsabilidades e mais grana, abri um sorriso enorme, "Obrigada Dra. Alida!", olhei para o paciente que sorriu comigo, "Prometo não decepcionar!".
"Eu sei que não vai!", assim que o aparelho de radiologia chegou, fizemos o raio-X de sua mão e foi constatado que tinha quebrado o pulso, e o transferimos para um leito assim que todos os exames foram feitos e seu pulso engessado, ele estava perfeito e teve sorte de ter só o pulso quebrado, como bateu a cabeça ficaria em observação 24h.
"Qual é o seu nome?", perguntou ele na maca enquanto eu o levava para o oitavo andar para ficar em observação.
"Victória!", meu coração estava disparado, fazia tempo que não sentia algo assim.
Ajudei a se acomodar e assim que o deixei acomodado, ele pegou em minha mão, "Vick!... Venha me ver quando puder!... Eu realmente estou apaixonado por você!".
"Vick?", sorri de lado gostando do meu apelido, era a primeira pessoa que me dava um apelido carinho, me aproximei da cama e por alguma razão acariciei seu rosto, "Tudo bem!... é válido seu pedido já que hoje é véspera de ano novo".
Ele sorriu, "Não vai se arrepender!... Eu sou o homem da sua vida!".
Caí na gargalhada, "Você nem sabe se eu sou casada ou comprometida?".
"E você não é!", ele piscou para mim, "E nem eu sou!... Mas quero muito ser seu marido!".
Arregalei os olhos e comecei a rir sem parar, "Você realmente está testando todos os seus galanteios, em rapaz!", ajeitei a coberta sobre ele, "Agora descanse!".
Saí do seu quarto com ele me olhando e segui corredor até o elevador, algo nele me marcou e por mais que eu escutasse diariamente aquele tipo de galanteio, eu queria vê-lo novamente, olhei em direção a sua porta, marquei bem qual era, viria mais tarde para vê-lo, quem sabe surgiria uma boa amizade, respirei fundo e entrei e voltei para o meu setor, Bayle a enfermeira chefe estava a minha espera, sorridente.
"Pronta para aprender um novo oficio?", ela sorriu, Bayle e uma senhora n***a de cabelos ondulados e uma simpatia em pessoa, eu amava aquela mulher, ela era uma encanto.
"Vamos lá!", sorri e a abracei.
E a correria da noite e da madrugada como enfermeira e enfermeira chefe foi de enlouquecer, mas às 6h da manhã eu estava agradecida e feliz por ter acabado tudo bem, e tinha me esquecido do rapaz do quarto 812, peguei o ônibus de volta para casa e caí na minha cama morta de cansaço.
Acordei com a campainha tocando, olhei no relógio, eram 16h da tarde, me arrastei para fora e desci as escadas, Becky estava a minha espera, completamente arrumada e pronta para a balada, olhei da cabeça aos pés e dei passagem.
"Não estou nem um pouco animada para a balada!... Estou morta!", disse me esparramando no sofá e agarrando as almofadas.
"Para com isso gata!", Becky me deu um t**a na b***a e se jogou sobre mim, "Hoje o novo musico vai se apresentar e disseram que ele arrasa nas antigas!".
Olhei para minha amiga que parecia muito animada e por um lado eu sabia por que estava tão animada assim, "Ok!... Eu vou!".
Não seria nada m*l depois de um dia cheio, esticar os esqueletos e cair na pista e se esquecer de qualquer coisa, e era ano novo, eu merecia curtir a vida e o novo ano, me levantei e a primeira coisa que fiz foi um café forte, eu e Becky conversamos sobre o meu estágio, todos estavam se perguntando por que justamente eu que tinha menos de um ano fui convidada para se chefe da enfermagem, senti uma pontadinha de inveja em seu tom de voz, minha amiga já estava naquele hospital há quase dois anos e nunca passou das portas que da acesso a sala de cirurgia, no meu caso já auxiliei um dos médicos em uma cirurgia delicada vascular, não disse nada, e vi a necessidade de recusar qualquer cargo para não magoar meus colegas, mas só o dinheiro que iria entrar seria maravilhoso, minha casa estava caindo aos pedaços e o dinheiro ajudaria e muito, respirei fundo, deixaria para mais tarde para pensar nisso, eu só precisava fazer meu estágio direitinho.
Depois de banho tomado, roupa escolhida e um copo de Uísque sem gelo, saímos para o Dolphin Tavern e assim que entramos, j**k nos cumprimentou de longe, ele estava animado com a nova voz que iria surgir no palco hoje, estávamos adiantadas, o bar ainda estava quase vazio, nos sentamos no balcão, Becky recebeu um beijo estalado na boca e eu um beijo de tirar o fôlego, cheguei até a suspirar de tão bom que foi, "Então gata?... É hoje que vamos sair agarradinhos daqui?", j**k me encarou.
Me ajeitei no banco e o encarei, "Não!... Você precisa sair das fraldas antes!", disse baixinho e joguei meu cabelo fazendo charme.
"Adoraria ver você trocar minhas fraldas!", disse ele colocando o copo de Dry Martini no balcão e me servindo um drinque.
Apesar de tudo e das investidas de j**k, nos tornamos amigos e ele adorava ouvir minhas histórias de Rômulo Coster e nosso tempo de namoro, não era sempre que aparecia alguém que namorou um jogador famoso que agora estava de molho por causa de um joelho estourado e casado, que ironia do destino, eu curtindo minha liberdade e ele casado e vivendo um inverno com a esposa modelo, ele estava pagando pelos desejos de sua mãe em vê-lo casado com alguém vazia e irritante assim como ela, às vezes me dava uma vontade tremenda de pegar um ônibus e bater lá na casa do meu pai e ficar uns dias só para ver como ele estava e como estava sendo sua vida, mas seria muita maldade fazer algo assim, estaria esfregando na cara dele que se tornou uma pessoa infeliz, voltei minha atenção ao palco quando vi o homem de cabelos médios e cheio de tatuagem subir ao palco com seu violão e uma garota loura a tira colo, ajeitou o microfone, ele não era bonito, mas algo nele chamava a atenção, ele tinha um jeito agressivo e perigoso, dedilhou no seu violão para ver se estava afinado, soltou um ruído pela garganta e me olhou e sorriu de lado, 'Human' ele começou a tocar assim que a moça loura colocou seu aparelhinho sintetizador para tocar, ele apenas batucou no violão, sua voz doce e calma encantou, ele cantou para mim, pois não tirava os olhos de mim, podia ser o que for, passamos a musica inteira nos olhando, ele estava jogando todo o seu charme, mas era o tipo de homem que não me fazia nenhum efeito, estava tranquila,alias, desde que terminei com Rômulo eu estava segura de mim e não me deitei com mais ninguém, o bar começou a encher e as musicas começaram a melhorar no ritmo, eram mais animadas e depois de sexto drinck eu caí na pista e como sempre, j**k me cercando, ele cuidava de mim como se eu fosse sua propriedade e ninguém encostava a mão em mim, sua determinação era visível, isso deixou o cantor decepcionado e acabou arrumando outro por de olhos femininos famintos para cantar, j**k estava ousado o suficiente e e******o o suficiente, aproveitando minha distração e me agarrando e me beijando com desejo e luxuria, não recusei o beijo, ele era bom, sua boca era macia, mas não iria passar da li, mesmo assim no sétimo drinque ele me levou para o deposito, ficamos nos atracando em meio as garrafas de cerveja e bebidas caras, suas mãos eram ágeis e quentes, ele enchia a mão nos meus s***s, eu sempre gostei deste tipo de flerte e ousadia, mas apenas isso, j**k abriu o zíper da calça e o botão e liberou seu s**o, era realmente uma delicia e o segurei com vontade, apertando e deslizando minha mão da base até a cabeça, ordenhando-o com apertões vigorosos.
"Eu vou gozar assim!", disse ele arfando no meu pescoço e tentando enfiar a mão por dentro da minha calça jeans apertada, já que não deixei ele abri-la.
"Goza garotão!", eu mordisquei seu queixo.
"Só se for dentro da sua boca!", disse ele me olhando com desejo.
Nunca tinha feito isso com um estranho, mas eu estava bêbada, saí de seu colo e me ajoelhei a sua frente e o enfiei na boca e lhe dei uma sugada tão forte que senti seu corpo todo vibrar, ele grunhiu como um animal agarrando os galões de cerveja ao ado para se segurar e eu chupei com vontade e rápido para não ser demorado e ele gozou em jatos quentes e fortes, agarrando no meu cabelo e gemendo e arfando, eu engoli tudo, ele era simplesmente doce e eu me deliciei em seu gosto, quando o larguei, vi que estava mole, completamente entregue ao êxtase, seu peito arfava sem parar, arrumei meu sutiã e o deixei sozinho no deposito e segui para minha casa em um táxi.
No dia seguinte fiquei imaginando na loucura que tinha feito, jamais deveria ter passado dos limites com j**k, ele era um menino de 17 anos, mas vivia me provocando e me deixando louca pelo seu corpo e ele era um gato de tirar o fôlego, nunca namoraria com ele, justamente por ser novo demais, dar uns pegas nele até que valia a pena. Rolei para fora da minha cama e segui para o andar de baixo, o gato do vizinho novamente estava dentro de minha casa, como ele entrava eu não sabia, mas gostava da companhia daquele bichano, cheguei até a comprar comida de gato para ele e tinha sua vasilha e seu potinho de água, o servi assim que veio em minha direção ronronando e se esfregando nas minhas pernas.
"Está com fome?", disse com a voz doce, coloquei comida e troquei sua água, liguei a TV para ter um som dentro de casa.