Dante Castellini Depois de sair do quarto, fui direto à procura de Lucca. Encontrei-o na sala de jantar, já sentado à mesa, enquanto Lia ajustava o cinto da cadeirinha com todo o cuidado do mundo. Eles conversaram tranquilamente, e era impossível não perceber a conexão entre eles. Lucca estava radiante, os olhos brilhando de admiração enquanto conversavam com ela. Lia, por sua vez, sorria de um jeito genuíno, inclinando-se para ficar à altura dele e ouvindo cada palavra como se nada mais no mundo importasse. Não era uma simples babá executando um trabalho; era um vínculo verdadeiro. O carinho de Lia por meu filho era evidente, quase palpável. E Lucca a adorava, disso eu tinha certeza. Não era apenas o tipo de afeição que nasce da convivência próxima – era algo sincero, natural. Ela o tra

