Dante Castellini Estar perto de Sophie era como estar em casa – uma sensação estranha e ao mesmo tempo acolhedora, como se, de algum jeito, ela sempre tivesse feito parte da minha vida. Combinamos de não contar nada a Lucca por enquanto; ele era maduro para a idade, mas ainda era apenas uma criança. Precisava prepará-lo com cuidado, para que a verdade não o confundisse ou assustasse. Na mesa do café, Lucca falava sem parar. Era uma daquelas manhãs cheias de risadas e histórias infantis, onde ele era o centro de tudo, e Sophie o ouvia com atenção e carinho genuínos. Eles se davam tão bem, a ligação deles era inexplicável, era como se Lucca soubesse que Sophie era sua mãe desde o momento que a conheceu. Ela sorriu para ele com uma ternura que eu não via há muito tempo, e, no fundo, algo em

