Dante Castellini Acordar naquela cama de hospital foi um dos momentos mais estranhos e difíceis da minha vida. O cheiro forte de desinfetante, os lençóis ásperos e a luz branca ofuscante do quarto só reforçavam a sensação de vulnerabilidade. No entanto, nada disso era pior do que a expressão de Sophie. O sofrimento no rosto dela era impossível de ignorar, mesmo quando tentava sorrir para me tranquilizar. Eu podia ver as olheiras profundas e o cansaço estampado em cada traço do seu rosto. Ela tentou esconder, mas a dor estava lá, evidente. Isso me corroía. Não havia mais nada ameaçando nos separar, mas as cicatrizes emocionais daquele pesadelo ainda estavam presentes. Quando saí daquele carro, sabia exatamente o que estava fazendo. Lorenzo nunca nos deixaria em paz. As ameaças constantes,

