Sophie Bennett / Lia Williams A madrugada foi uma tortura. Cada vez que eu fechava os olhos, Dante aparecia. A proximidade dele ontem me fez reviver todas as sensações que eu jurava ter enterrado, mas que retornaram com uma intensidade assustadora. Estar tão perto dele outra vez era perigoso. A paz e o conforto que ele sempre trouxe para mim — como um porto seguro — se misturavam com a lembrança amarga do que ele e seu avô fizeram. Eu deveria odiá-lo. Deveria manter distância. Mas o meu coração, teimoso como sempre, parecia disposto a se entregar outra vez, como se não tivesse aprendido nada. Fiquei virando de um lado para o outro na cama, com os pensamentos presos no passado e no presente. Como ele consegue ter tanto poder sobre mim ainda? O cheiro dele, o olhar intenso, a maneira como

