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1816 Words
Eu estava na frente do espelho de corpo inteiro, girando de um lado para o outro. Devo ter trocado minha camisa, pelo menos, dez vezes, e ainda não estava satisfeita que esta era a certa. Caí na cama e me joguei para trás com um gemido alto. A risada da porta me fez rir também. Olhei para cima para encontrar Maria ali, segurando Rhett. — Sua mãe está tendo um pequeno colapso, amigo. Isso é chamado de uma crise de roupas, e quando a sua namorada tiver uma mais tarde, você só precisa se lembrar de uma coisa. — Ela fez uma pausa e olhou para mim, sorrindo. — Ela é linda, e não importa o que ela use, isso nunca mudará. — Maria piscou antes de se virar com o meu menino e voltar à sala, deixando-me sozinha com os meus pensamentos. — Baby, o que está demorando tanto? Nós vamos nos atrasar. Dei um passo do quarto e olhei para cima para encontrar os lindos olhos verdes de Blake olhando para mim. Aquele maldito sorriso enfraqueceu meus joelhos. Ele deu um passo em minha direção e colocou as mãos em meus quadris. — Porque a cara feia, menina bonita? — Nada me cabe mais. Eu me sinto como uma baleia encalhada, e minha b***a está enorme. Senti suas mãos escorregarem em torno de meus quadris enquanto ele segurava minha b***a. Ele se inclinou e deu um beijo doce contra os meus lábios. — Você é linda, Kori. Não há nada em você que poderia ser considerada enorme. Seu corpo é incrível, e a cada dia você só fica mais bonita. — Você é apenas tendencioso. Ele inclinou a cabeça para trás e riu intensamente. — Oh, baby, eu posso ser tendencioso, mas é verdade. Eu te amo tanto, menina doce. Você está perfeita, baby... você sempre está. Sentei-me na cama com uma nova confiança. Era engraçado como minhas memórias de Blake ainda tinham a capacidade de fazer eu me sentir bonita. Eu me recompus e terminei de me arrumar. Quando saí do quarto eu tive que rir. Encontrei minha melhor amiga rastejando no chão da cozinha, latindo como um cão, enquanto Rhett a assistia de seu balanço. Ela parava aleatoriamente e latia estes pequenos latidos finos. No momento em que começou a balançar a b***a, parecendo abanar o r**o imaginário, eu perdi. Estava debruçada contra a entrada, segurando minhas costelas, com lágrimas escorrendo pelo meu rosto. — Cale a boca... Eu faria qualquer coisa por este rapaz. Se isso significa rastejar no chão parecendo um paciente que fugiu do manicômio mais próximo, que assim seja. Vale a pena cada segundo, só para vê-lo sorrir e ouvir aquela doce risadinha. Limpei as lágrimas do meu rosto, limpando a garganta. — Nem me fale, o sorriso dele se parece cada vez mais como o do pai todos os dias. Aquele sorriso ali, ele me faz continuar. — Beijei o rosto molhado dele, e ele agarrou um punho cheio com meu cabelo em troca. — Vamos levá-lo para a casa da vovó, ela já ligou duas vezes. Acho que ela está em abstinência de Rhett. *** Nós paramos no antigo bar na orla da cidade, e a familiaridade do lugar fluiu sobre mim. Lembrei-me de meu pai jogar pôquer aqui nas noites de sábado quando eu era jovem. As noites ele chamaria Mamãe para vir buscá-lo depois de ter bebido demais com os homens. Lembrei-me também de esfolar o joelho no estacionamento após o meu pai me dizer para esperar na caminhonete. Tudo o que ele faria era correr para pegar suas fichas de pôquer. É claro que não o ouvi, mas culpei o pequeno gatinho. Eu o persegui sob o galpão do lado do edifício. Quando ouvi a voz do meu pai, corri para a caminhonete, apenas para cair de joelhos ao tropeçar nos meus próprios pés. Quando meus joelhos bateram no chão, o meu esquerdo conectou com um pedaço de vidro. Eu ainda tinha a feia cicatriz para me lembrar que eu deveria ter apenas ouvido. — Você está pronta? Vi quando Maria abriu a porta de seu jipe e saiu. Tomei uma última respiração profunda e a soltei lentamente. — Vamos fazer isso, — sussurrei para mim mesmo antes de sair do jipe para segui-la. Sorri para a música country enchendo o bar, pensando em como Blake estaria entortando o nariz. Ele sempre disse que cada maldita canção country era igual... alguém quebrou seu coração, agora beba outra cerveja. Nosso gosto pela música era uma das únicas coisas que costumava nos deixar em lados opostos. Ele preferia a música alta e guinchando, algo que soava como se alguém estivesse estrangulando um gato. Segui Maria para o bar e me sentei no banco ao lado dela. Do outro lado do bar uma voz familiar disse, — Esta noite acabou de ficar muito melhor. — Nem sequer olhei para cima, mas a voz atingiu profundamente meu interior, e apertei meus olhos firmemente, contando até dez. Quando levantei o olhar para um familiar par de intensos olhos castanhos, meu coração disparou. — Oi, Kori. O meu olhar saltou para a Maria e olhei feio para ela. A c****a sorrateira apenas fez seu caminho para a minha lista de merda. Ela sabia exatamente o que estava fazendo. O engraçado foi que ela se recusou a encontrar o meu olhar. Não, ela com certeza não foi óbvia ou qualquer coisa. — O que posso pegar para você beber? — Eu me virei para encarar Reed, me recusando a reagir. — Bem, parece que isso apenas se tornou meio que uma noite de vodka. — Peguei o movimento de Maria do meu lado direito. Balancei a cabeça rapidamente, olhando em sua direção. — Você está em apuros. — Sua única resposta foi dar de ombros. — Uh uh, de jeito nenhum. Sua b***a sabe exatamente do que eu estou falando. — Levantei-me do bar e saí, gritando por cima do meu ombro. — Você pode comprar minhas bebidas e trazê-las para mim. Encontrarei uma mesa longe dele. Ouvi a risada profunda de Reed atrás de mim. p***a, se ainda não me dava calafrios. Eu desprezava o seu efeito, e o fato dele parecer ainda melhor do que eu me lembrava só me deixou mais irritada. Esta noite estava afundando realmente rápido. Maria e eu teríamos uma pequena briga no meio do bar. Eu tinha certeza que ela planejou isso. — Que diabos, Mar... sério? — Peguei um copo e bebi rapidamente, apertando os olhos para lutar contra a queimadura. — Você sabia que ele estaria aqui. — Virei o segundo copo, e ele desceu um pouco mais suave. — Não posso acreditar que você não me avisou. — A última dose foi abatida rapidamente, seguida de um tapa alto quando lancei o copo de cabeça para baixo em cima da mesa. — É merda do caralho... e você sabe disso. Não dei a ela uma chance antes de me levantar e caminhar em direção à pista de dança. Eu me perdi dentro do grupo e me juntei onde eu pertencia. Precisava de algo mais para me concentrar. Precisava ficar longe dela e simplesmente tomar um fôlego. Precisava retroceder com essa raiva, porque certo como a merda não estava me fazendo nenhum bem. O que diabos resolveria? O dano já foi feito. Eu sabia que acabaria encontrando Reed em algum lugar da cidade, mas p***a, eu fui pega de surpresa esta noite, e me irritava. Não podia suportar o fato dele ainda fazer o meu coração disparar e o meu estômago vibrar. Depois que eu conheci Blake, ele se tornou meu primeiro e único. Reed era um pensamento distante, e agora ele estava aqui, trazendo à tona sentimentos antigos, e eu odiava. Ele não tinha o direito de ter esse efeito sobre mim. Após algumas músicas, eu voltei para a mesa. Maria não se moveu. Ela olhou para mim com os olhos brilhantes. — Sinto muito, mas eu sinceramente não sabia que ele estaria aqui. — Comecei a discutir, mas ela me cortou. — Deixe-me terminar. — Depois de uma pausa, ela continuou. — Ele nunca trabalha atrás do bar. Normalmente, ele só passa no início para ajeitar as coisas, e então ele sai. Ele tem pessoas que administram o lugar para ele. — Espere um minuto... administra o lugar? Ela assentiu com a cabeça. — Sim. Ele é dono de Lucky. Ele o comprou no ano passado após o... — ela parou no meio da frase. — Após o quê? — Após o incêndio. Eu olhei para ela esperando que ela continuasse. Quando não o fez, eu perguntei, — Que incêndio, Maria? O que aconteceu? Ela olhou por cima do ombro e segui seu olhar. Nossos olhos se encontraram e ele piscou, voltando a servir o grupo de rapazes no final do bar. A voz de Maria me puxou do meu transe de ver seus músculos flexionar com cada movimento. — A casa da mãe dele queimou no ano passado, — disse ela, em seguida, fez uma pausa. — Ele estava aqui, havia voltado para casa depois de uma longa visita, e um... — Eu sabia o que ela ia dizer, e precisei pará-la. Eu sabia que ele deixou a cidade logo depois que eu saí para ir morar com a mãe no Tennessee, mas não sei muito sobre ela. Ele nunca falou sobre ela, só que ela tinha dinheiro, e seus pais se divorciaram quando ele era jovem. Ele escolheu se mudar para cá com o pai quando eles se separaram. — Ele comprou o terreno próximo à casa do pai dele e construiu uma casa. Ele se mudou logo antes do incêndio acontecer. — Ela tomou um gole de cerveja e negligentemente brincava com o rótulo da garrafa. — Ele se culpa... diz que se tivesse ficado com ela ele teria sido capaz de tirá-la. Balancei minha cabeça. — Uau. — Sim, uau é certo. — Esta noite, apenas de repente, ficou deprimente. Maria levantou da cadeira rapidamente. — De jeito nenhum, eu tenho minhas novas botas vermelhas, e dane-se, eu não paro até que essas putas estejam amaciadas. Balancei a cabeça e ri. — Sem tópicos deprimentes então. Você não deveria tornar mais difícil para eu odiar o homem. Ela assentiu com a cabeça uma vez. — É isso aí. Aquele i****a recebeu um boquete de Kim enquanto namorava você. Ele é um filho da p**a traidor que precisa ser acertado nas bolas. — Não pude deixar de rir para a Srta. Violenta Mable aqui. — Ok, isso ajuda, a visão está definitivamente de volta. Mas nós podemos ignorar toda a coisa de acertar as bolas. — Ela encolheu os ombros e me puxou para a pista de dança para outra rodada de dança. Nós mexemos os nossos traseiros, canção após canção, até que nossos pés doessem.
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