Lua Narrando O sol estava se despedindo do Vidigal, deixando o céu com tons de roxo e laranja que pareciam uma pintura. Eu estava na sacada da casa principal, aquela que agora pertencia ao PH. O vento soprava frio, mas meu corpo estava quente. Eu sentia uma ansiedade boa, um frio na barriga que eu não sentia desde os meus 18 anos. Ouvi os passos pesados dele. O cheiro de perfume amadeirado misturado com o cheiro de tabaco fraco inundou o ambiente. Senti as mãos grandes e calejadas dele repousarem na minha cintura, me puxando para trás até minhas costas colarem no peito largo dele. — Tu não cansa de olhar pro horizonte não, Lua? — a voz dele saiu como um trovão baixo, vibrando contra o meu pescoço. — Só tô vendo se é real, PH. Se a gente tá mesmo aqui, vivo, e sem ninguém gritando no rá

