Mistério da família Abaddon

913 Words
"Eu sou o Alfa e o Ômega", diz o Senhor Deus, "o que é, o que era e o que há de vir, o Todo-poderoso". Apocalipse 1:8 Aqui estava, faculdade e uma cidade completamente novas, qualquer canto e pessoa eram totalmente desconhecidos por mim; Suspirei ansiosa e resolvi entrar, era imenso, o campus em si daria uns 5 campos de futebol. A decoração era majestosa, facilmente comparada a de um museu, fiquei tão encantada que m*l notei as milhares de pessoas que tinham por ali. Por sorte, há alguns meses atrás havíamos vencido o Coronavírus, uma doença maligna e horrível, enfim estávamos livres e sem máscaras.  Continuei caminhando para encontrar a minha sala, confesso que eu estava perdida, não sabia onde ficava nada, me preocupava caso eu tivesse que ir ao banheiro.  Vi um número estampado em uma porta, era muito similar ao meu, fiquei analisando parada, não queria entrar na sala errada. Enquanto eu olhava meu papel atentamente, senti algo duro que esbarrou em mim, eu perdi um pouco o equilíbrio mas não cai, diferente do meu papel que voou. _ Desculpa, estava distraído.  Disse um homem com cabelos negros e olhos incrivelmente lilás.  _ Seus olhos são dessa cor mesmo? Perguntei por impulso e logo voltei a realidade. _ Desculpa, não tenho nada haver com isso. Tentei me redimir, ouvi uma risada baixa e suave. Ele se afastou e pegou o papel do chão. _ São sim, você é nova por aqui? Perguntou.  _ Sim, sou Lana. É meu primeiro período em Artes e Ciências. _ É um prazer, Lana. Sou Owen, é meu último período em Economia. E essa é sua sala, melhor entrar ou vai se atrasar. Ele disse quase num sussurro. _ Oh, é mesmo. Obrigada, Owen. Foi um prazer te conhecer.  Eu disse saindo, ele me deu um sorriso e seguiu rumo pra sei lá onde ele queria ir. Entrei na sala completamente perdida em devaneios, era a primeira pessoa com qual eu havia trocado palavras aqui dentro, e ele era lindo, será que todo mundo por aqui era assim? Ricos e perfeitos? Minha primeira aula foi mais de apresentação, conversamos sobre nossas metas e o que pretendemos com o curso, logo após foi explicado a grade curricular. Teríamos um intervalo de duas horas, fui até o gramado descansar, não valia a pena ir embora.  Já se passavam das 11 da manhã quando notei que alguém estava se sentando ao meu lado. _ Horário de descanso? A mesma voz de mais cedo me tirou a concentração da página do livro. _ Sim, e você? Perguntei. _ O mesmo, o que achou do seu curso? _ Me acharia estranha se eu dissesse que gostei? Tirei um sorriso dele. _ Acharia. Foi sincero. _ Então foi bem entediante. Eu disse e ri também. _ De onde você é, Lana? Perguntou me encarando.  _ Fredericksburg. O respondi, ele arqueou uma sobrancelha. _ Texas, hum? O que te motivou vir para cá? _ Não sei… Estudar aqui sempre foi meu sonho, talvez eu só esteja onde deveria estar. Falei, ele fez cara de surpreso. _ Tem razão, essa cidade é ótima, essa faculdade também. Vai ser bom pra você.  Ele disse e eu resolvi mudar o assunto. _ E você, Owen, de onde é? _ Eu sou de NY, sou um Abaddon. Ele falou e fiquei boquiaberta. _ Sua família é muito famosa.  Falei ainda assustada. Os Abaddon era uma família muito poderosa e temida por todo país, eles tinham uma influência enorme na política e eram podres de ricos, na internet as lendas diziam que a matriarca da família teria ofertado sua filha ao demônio em troca de riquezas e poder. Obviamente eu estava muito curiosa e o querendo perguntar sobre essas creepys, porém consegui segurar a língua.  _ Sim, também tem muita idiotice sobre nós na internet.  Ele disse, parecia que havia lido meus pensamentos. _ Já li algumas coisas a respeito… Mas não acredito em nada. Falei e ele riu. _ Às vezes muito ceticismo só nos faz m*l, tenho que ir pro treino, até mais. Ele saiu me deixando com um pé atrás, como assim ser cético faz m*l? O que diabos ele quis dizer com isso? … As aulas passaram voando, tudo que o Owen havia me dito estava martelando na minha cabeça, resolvi então fazer uma pesquisa mais a fundo sobre eles. Ao pesquisar seus nomes no Google vi que era tudo encoberto, até mesmo os processos que eram públicos, não apareciam.  Decidi voltar para os vídeos idiotas, afinal, tentarei vê-los de uma maneira não cética.  Quase todos diziam a mesma coisa, Owen não era citado em nenhum deles. Porém congelei quando um vídeo que era aparentemente novo, afirmava que eles faziam seitas e rituais constantemente e que infelizmente não sabiam o que era ofertado, apenas torciam para não ser humanos.  Sangue de Jesus, fechei o notebook na hora. Vou me afastar, vai que ele tá me tratando bem apenas para me usar como isca?  Eu quem não vou arriscar. Mesmo que ele era o único amigo que eu havia feito nessas primeiras 24 horas, eu com toda certeza amanhã poderia fazer uns normais, né? Sem família satanista e coisas assim. Preparei a cama para dormir, amanhã ainda era terça e eu teria uma agenda lotada, 3 aulas no dia fora que eu teria que ir a biblioteca pegar alguns livros, e obviamente que um deles era sobre a misteriosa família de Owen.
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