Café da tarde - 10

1083 Words
👑 Café da tarde - 10 Estela quis sair correndo de vergonha, também estava se perguntando o porquê de estar com os nervos à flor da pele, afinal, era Christian que ela amava e aquele casamento com o príncipe Max não ia acontecer. - Sente-se aqui, Estela. - Ciça apontou para a cadeira à sua direita. Sentados à mesa estavam seus pais, o rei, a rainha, o príncipe e o sacerdote Atlas, que era o responsável pela intermediação dos negócios do casamento. Estela cumprimentou a todos ali abaixando a cabeça em sinal de respeito e se sentou ao lado de sua mãe e de frente para Max. - Tudo bem, Estela? - Atlas esboçou um sorriso bondoso no rosto. - Tudo ótimo, senhor Atlas. - ela sorriu doce para o sacerdote. - Tenho muitas ideias para o casamento, Estela, essa semana e semana que vem nos veremos com frequência. - Anastácia falou animada. Enquanto os adultos conversavam sobre o casamento e todos os seus preparativos, Max, que se sentia meio perdido, evitou conversar demais, pois não era ali que ele queria estar, não era com a família de Estela que ele queria conversar sobre casamento e o mesmo se passava com Estela, que só conseguia pensar na sua fuga com Christian e o quão perto estava de acontecer. - Essa união tem tudo para dar certo. - Atlas comentou. - Estela é uma moça muito boa, teve uma excelente educação, será uma ótima esposa para o príncipe. - E tenho a leve sensação que ela nos dará o filho herdeiro. - Anastácia sorriu. Estela sentiu suas bochechas queimarem e abaixou um pouco a cabeça disfarçadamente, não via a hora daquela reunião acabar para ir se encontrar com Christian. Mais alguns dias haviam se passado, entre encontros secretos com Christian, Estela saía com a rainha para ajeitar alguns detalhes do casamento e do seu vestido de noiva. Enquanto isso, Max vivia arrastando a cara no chão do palácio. - Irmão, você não está nada bem. - Erick colocou a mão sobre o ombro de Max. - É por causa da estrangeira? - Por que mais seria? - ele respirou fundo. - Ela é a dona do meu coração, dos meus sentimentos, da minha razão de viver, da minha alegria. - Eu espero que um dia você sinta tudo isso por essa moça que vai se casar com você. - Impossível. - Max balançou a cabeça e suspirou. - Não existe e nunca vai existir ninguém igual a Duda. - Por que não tenta conversar com o pai e a mãe novamente? - Erick se sentou ao lado dele. - Eles estão inflexíveis, Erick, colocaram as coisas de um jeito que se eu escolho de um lado, eu perco totalmente do outro. Para eles não existe meio a meio. - Da pra ver o quanto você está sofrendo com isso, irmão. - Erick deu tapinhas nas costas de Max. - Meu coração está dilacerado, sinto um enorme vazio aqui dentro e um peso na consciência que me faz ter pesadelos durante a noite. Algumas batidas à porta do quarto de Maximiliano interromperam a conversa entre os dois irmãos. - Max, meu filho, você precisa ir comprar um presentinho para a noiva. - Anastácia sorriu animada. - A senhora pode perfeitamente cuidar disso, mãe. - ele esboçou um sorriso tristonho. - Nada disso, é o noivo quem tem que escolher. - ela se aproximou do filho. - Vá até o Bernardo e compre uma jóia bem bonita pra ela, mulheres gostam de receber esse tipo de coisa. - Mas, mãe... - Max foi interrompido. - Sem "mas", Erick, vá com seu irmão e garanta que ele compre a jóia mais linda que ele ver. - Por que tem que ser eu? - Erick resmungou. - Vão os dois sem reclamar agora mesmo. - Ana falou em um tom autoritário. Max se levantou respirando fundo e resmungou baixo antes de se trocar para sair. Enquanto caminhavam pela pequena cidade de Amália, os dois príncipes cumprimentavam as pessoas, que os recebiam com sorrisos e palavras calorosas. - Bom dia, Bernardo, como vai? - Max cumprimentou o joalheiro. - Príncipe Max, que gosto em vê-lo. - Bernardo sorriu gentil. - Príncipe Erick, você cresceu. Então, como posso ajudá-los? - Meu irmão veio comprar uma jóia para a futura esposa dele. - Erick olhou para Max. - Veio no lugar certo então, vou lhe mostrar as melhores que já tenho aqui e um os catálogos para encomendas. Enquanto isso, Estela e Cecília conversavam na cafeteria que havia ali. - Acho muito arriscado o que está fazendo, Estela. - lady Cecilia comentou. - Eu não, nunca estive tão confiante como estou agora, o amor faz isso com as pessoas, as enchem de coragem. - Eu só espero que você seja feliz, minha amiga, espero que dê tudo certo e que seja o amor que você sempre sonhou. - Não faça essa carinha, sua hora também vai chegar. - Estela esboçou um sorriso doce para sua amiga. - Senhorita, aquele rapaz sentado a fundo mandou lhe entregar isso, com licença. - o garçom entregou um guardanapo dobrado para Estela e se afastou. "Amo-te. Sei que te amo porque minha alma ama a tua, não porque meu corpo deseja o teu. - C." Estela olhou para trás para onde o garçom tinha apontado e sorriu boba ao ver Christian sentado ali a observando. - Vocês até que formam um casal adorável. - Cecília sorriu. - Obrigada, Lady Cecília. - Estela voltou sua atenção à ela. - Precisamos ir agora, minha mãe e a rainha querem conversar algumas coisas do casamento comigo. Você vem comigo? - Claro que sim. - Cecília respondeu se levantando e ajeitando seu vestido. Estela se levantou suspirando pesado sem sentir um pingo de animação, pagou a conta e saiu da cafeteria com Cecília. Enquanto caminhavam, conversavam distraídas sem prestar muita atenção no caminho. - A mãe vai te matar quando souber. - Erick balançou a cabeça para Max. - Ela não vai saber se você não contar. - Max olhou para seu irmão. - E eu sei que você não vai contar. - O nosso único objetivo era vir até aqui e comprar uma jóia para sua noiva, apenas uma, Max, não deveria ter comprado nada para a sua namorada estrangeira. - Claro que devia, ela vai ficar linda com aqueles brincos, já estou até imaginando... - Max parou de falar quando sentiu um corpo bater contra o seu.
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